sexta-feira - 13 - março - 2026

Vacina / Cidades: Movimento Unidos pela Vacina avança nos municípios brasileiros e define próximo passo

Nesta semana, a empresária e fundadora do projeto, Luíza Helena Trajano, se reuniu com mais de 500 pessoas através de videoconferência para prestar contas sobre o que já tem sido feito até agora, e para delegar novas atividades, pois a demanda ainda é grande.

Até agora, todos os municípios brasileiros e o Distrito Federal responderam à pesquisa sobre o que cada cidade precisa para possibilitar a vacinação e a partir das respostas, o Movimento vai conseguir trabalhar de acordo com a necessidade de cada um. O próximo passo é conectar as empresas doadoras às prefeituras para que qualquer problema seja sanado e viabilize a imunização da população.

A doutora Margareth Dalcolmo, pioneira no tratamento da Covid-19 no Brasil na Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, participou da reunião e afirmou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga vai visitar a fábrica de vacinas, onde ele será atualizado sobre os problemas existentes.

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Para a doutora, é preciso que o Brasil negocie com muita habilidade a compra das vacinas, pois existe pouca vacina para a quantidade de gente no mundo.

Dalcomo ainda afirma que os IFAs estão atrasados, e que as remessas não estão em dia, o que dá um ritmo de vacinação no Brasil que não é tolerável. “Estamos no pior momento da pandemia; hoje detectamos uma nova variante em Belo Horizonte e mais de 80% dos casos atuais foram infectados com a variante P1. Vemos a taxa de ocupação de nossos hospitais aumentar com público mais jovem”.

A doutora ainda falou que além das vacinas é preciso se ter logística para que sejam vacinados 2 milhões de pessoas por dia e que o Brasil é capaz de fazê-lo visto a campanha de vacinação contra a gripe.

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Por fim, Dalcomo afirmou que não é de bom tom que empresas privadas adquiram vacinas em um momento que nem mesmo o Governo Federal consegue negociar a compra dos imunizantes e indaga qual seria o sentido de o trabalhador de uma determinada empresa estar vacinado, mas chegar em casa e ter toda a sua família não estar imunizada.

Luíza Trajano complementou a fala da doutora ao dizer que neste momento as empresas e fabricantes não vendem para a iniciativa privada, e que o Unidos pela Vacina não faz a compra dos imunizantes. Contudo, um grupo que está ajudando as embaixadas e enviando cartas para as empresas americanas solicitando o envio dos excedentes ao Brasil.

O Movimento, que é apartidário e não busca nenhum fim comercial, tem feito muito, mas ainda dá tempo de todos contribuírem. Acesse o site unidospelavacina.org.br e saiba como você pode ajudar na luta contra a Covid-19.