Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Fenômeno pode interagir intensamente com o campo magnético da Terra, fazendo com que a aurora boreal se estenda muito além do que o esperado no Hemisfério Norte
Explosões solares ocorrem frequentemente e têm diferentes intensidades. A variação vai de 1 a 5 na classificação. As mais sevaras (4 e 5) podem derrubar o sistema de GPS da Terra, afetar satélites e ameaçar astronautas no espaço pela radiação. Foto: Nasa/GSFC/Soho/Esa
Uma poderosa tempestade solar, com uma grande EMC (Ejeção de Massa Coronal), está se deslocando em direção à Terra na noite desta segunda-feira (19). Se a tempestade interagir fortemente com o campo magnético da Terra, espera-se que o fenômeno da aurora boreal se estenda muito além do que o esperado no Hemisfério Norte.
Explosões solares geram material que poderá afetar satélites e GPS da Terra. Foto: Nasa
É a maior tempestade solar das últimas duas décadas.
Entre os efeitos da explosão solar está a aurora boreal. Nesta imagem a astronauta Kimiya Iui mostrou uma aurora boreal vista do espaço. Foto: X/Kimiya Iui
Veja no mapa as áreas afetadas

Tempestade solar coloca países em alerta. Fotos: Space Weather Prediction Center
Os dois mapas mostram a aurora boreal e a linha de visão para esta noite e amanhã à noite. O brilho e a localização da aurora são geralmente representados por um oval verde centrado no polo magnético da Terra. Os ovais verdes ficam vermelhos quando a previsão é de maior intensidade da aurora.
Nas explosões solares, material (massa coronal) é lançada em direção a Terra. Foto: Nasa/SDO
A aurora boreal pode ser observada em algum lugar da Terra logo após o pôr do sol ou pouco antes do nascer do sol. Ela não é visível durante o dia.
Sol visto da Estação Espacial Internacional ISS. Astronautas podem ser afetados por radiação gerada pelas explosões solares. Foto: Nasa/Imagem mde Arquivo
Segundo às informações do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) da NOAA, um alerta de tempestade geomagnética de grau 4 (severo) – a escala vai até 5 – foi emitido para esta noite, momento em que se prevê que o corpo principal da ejeção de massa coronal (EMC) atinja o campo magnético da Terra.
O que é a aurora boreal?
A aurora boreal é um indicador das condições atuais de tempestades geomagnéticas e fornece informações situacionais para diversas tecnologias. Ela impacta diretamente as comunicações de rádio HF e a navegação por satélite GPS/GNSS. Além disso, está intimamente relacionada às correntes induzidas pelo solo que afetam a transmissão de energia elétrica.
Elas são o resultado da colisão de elétrons com as camadas superiores da atmosfera terrestre. (Os prótons causam auroras tênues e difusas, geralmente não facilmente visíveis a olho nu.) Os elétrons são energizados por meio de processos de aceleração na cauda a sotavento (lado noturno) da magnetosfera e em altitudes mais baixas ao longo das linhas do campo auroral.
Durante esse processo, os elétrons acelerados seguem o campo magnético da Terra até as regiões polares, onde colidem com átomos e moléculas de oxigênio e nitrogênio na alta atmosfera terrestre. Nessas colisões, os elétrons transferem sua energia para a atmosfera, excitando os átomos e moléculas para estados de energia mais elevados.
Ao retornarem a estados de energia mais baixos, os átomos e moléculas liberam sua energia na forma de luz.
Quando a atividade climática espacial aumenta e tempestades e subtempestades mais frequentes e intensas ocorrem, o fenômeno se estende em direção ao equador. Durante grandes eventos, a aurora pode ser observada tão ao sul quanto os Estados Unidos, a Europa e a Ásia.
GALERIA – Veja descobertas astronômicas de 2026
Descobertas de 2026 – (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma “onda de choque” em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope). Foto: ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS
Descobertas de 2026 – (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. Foto: Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute
Descobertas de 2026 – (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester. Foto: Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester
Descobertas de 2026 – (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de “Cloud-9”, que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo. Foto: NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale
No Brasil, não é possível observar esse fenômeno, porque o país está localizado em baixas latitudes, longe das regiões polares onde o fenômeno ocorre.
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