quarta-feira - 11 - fevereiro - 2026

Sem Categoria / Acusação / Ministro / Importunação Sexual: Após acusação de importunação sexual de ministro, STJ marca sessão fechada

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Ministro Marco Buzzi foi acusado de agarrar uma jovem de 18 anos na praia. Caso tramita sob sigilo no CNJ
<p>A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) feita em 2024 e representa uma mudança importante no marco regulatório.</p>
 -  (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) feita em 2024 e representa uma mudança importante no marco regulatório, – (crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) convocou, para às 18h desta quarta-feira (4/2), uma sessão plenária com os integrantes da Corte. O encontro foi marcado de última hora, não haverá transmissão on-line nem acesso ao público. A audiência foi agendada para discutir “assuntos institucionais”, mas a expectativa é que falem sobre o caso do ministro Marco Buzzi, de 68 anos, que passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.

A convocação para a sessão foi criada no sistema do tribunal às 15h15 e enviada aos gabinetes às 16h39. O caso foi revelado pelo site da revista Veja e confirmado pelo Correio. As investigações tramitam em sigilo e o caso deve ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por se tratar de um acusado com foro privilegiado. O inquérito também foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. A jovem e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC). Ela relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação dele e foi agarrada — e tentou se desvencilhar ao menos duas vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. Quando conseguiu se soltar, ela pediu ajuda aos pais.

Por meio de nota, o magistrado negou a acusação. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz o comunicado.

O CNJ também se manifestou e ressaltou que o caso está  tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira.

“Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, diz a Corte.

 

Sugestões de pautas ou denúncias é só enviar no e-mail: redacao@jornalespaco.com.br

Contatos de Reportagens e Marketing:

62 9 8161-2938 Tim

62 9 9324-5038 Claro

Instagram: @Jornal Espaço