Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Professora foi encontrada sem vida após ter sido revelado que ela agrediu bebês na creche.

Professora foi encontrada sem vida após o que fez e a família falou. Fotos: Reprodução: Polícia Civil
Mais detalhes sobre a professora da creche que foi achada sem vida depois de ter agredido bebês na creche na qual trabalhava foram revelados. E a família dela também se pronunciou sobre o que houve.

Professora agrediu uma bebê de seis meses
A professora Margarete de Arruda Morás, de 51 anos, foi encontrada sem vida na madrugada de quarta-feira (01) em um sítio de sua família. Isto aconteceu poucos dias após ter vindo à tona que ela agrediu bebês da creche na qual trabalhava em Cerquilho no interior de São Paulo. Ao menos oito crianças foram agredidas, pelo que as investigações apontaram até o momento.

Professora agrediu a bebê por duas vezes pelo menos
O caso aconteceu em uma creche municipal na cidade de Cerquilho e foi descoberto depois da prefeitura ter instalado câmeras no local. As imagens revelaram a professora Margarete agredindo uma bebê de seis meses nos dias 22 e 23 de junho. A pequena estava em uma turma para bebês de 4 meses a 10 meses.

Professora foi afastada após fazer isso
Imagens das câmeras de segurança que foram cedidas pela polícia civil mostram que a professora Margarete empurrou a bebê de seis meses no chão no dia 22 de junho. Já no dia 23 de junho, Margarete empurrou com força um paninho em cima do rosto da mesma bebê.

Professora foi encontrada sem vida poucos dias após o que fez. Foto: Reprodução: Arquivo Pessoal
Diante das descobertas das agressões, Margarete foi afastada do trabalho na creche. Também foi feito um boletim de ocorrência e o Conselho Tutelar foi informado. O caso das agressões estava sendo investigado quando ela partiu.
Família da professora se pronuncia após ela partir
A família da professora Margarete se pronunciou para a polícia após ela ter sido achada sem vida. Ainda no local em que ela foi encontrada sem vida, os familiares disseram que Margarete enfrentava problemas psicológicos e atitudes depressivas.
O sogro de Margarete ainda disse que seu filho, marido dela, estava em estado de choque e sem condições de dar detalhes do que tinha acontecido. De acordo com a polícia, o marido de Margarete notou a ausência da esposa na cama durante a madrugada e foi procurar por ela. Ao chegar na varanda da casa, encontrou a esposa já sem vida. A polícia civil acredita que Margarete fez isso consigo mesma, mas o caso segue sendo investigado.
Familiares dos bebês falam sobre a professora
As câmeras de segurança foram instaladas na creche justamente após um caso suspeito. O sobrinho de Camila Capelari fraturou a tíbia no ano passado. “A escola ligou falando que ele tava chorando muito com câimbras na perna. Chegando no hospital ainda fizeram medicações achando que era apendicite. Mas ele não deixava tocar na perna. Então o médico fez o raio-x e quando fez o raio-x viu duas fraturas na tíbia”, contou Camila para a RecordTV.
Ela ainda revelou que a sua família chegou a conversar com a professora Margarete sobre o que teria acontecido com o menino. “As três professoras falaram versões diferentes. Uma versão era que ele tava sentado em cima da perninha e quando levantou tava com dor. A outra versão era que ele estava sentado em uma cadeirinha e quando levantou sentiu dor. E a outra versão é dessa professora acusada de agressão, falando que acompanhou ele até o bebedouro, e no bebedouro ele começou a chorar de dor e se tremer”.
Camila ainda revelou que sua irmã e mãe do menino não conseguiu seguir com a ação contra a creche. “Não tivemos suporte e passou, minha irmã fez tudo por conta própria e no final do ano foi arquivado o inquérito por falta de provas porque não tinha provas. Mas os ortopedistas que a gente passa falam que a fratura dele é causada por um pisão ou uma queda muito alta e não tem local para queda alta da escola”, afirmou.
Patrícia Aparecida Carvalho, mãe de um aluno de Margarete, relatou para a RecordTV que seu filho não queria mais ir para a escola. “Com o tempo meu menino não queria ficar vindo para a escola. A gente perguntava para ele se estava acontecendo alguma coisa e ele só falava que não queria ir para a escolinha, a gente fica angustiado”, desabafou.
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