Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, foi surpreendida pelo agressor ao sair de um culto em Bom Jesus de Goiás; ele se suicidou em seguida

A professora da rede municipal Valdirene Vaz Clemente, de 42 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido, Vanderlei Joaquim de Souza, de 45 anos, na noite de segunda-feira (20/7), no Bairro Olímpia, em Bom Jesus de Goiás, no Sul do estado. O crime ocorreu em frente à Capela São Sebastião, de onde a vítima saía após participar de um culto religioso. A vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor, que não aceitava o fim do relacionamento de 20 anos.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, que trabalhava em uma usina da região, ficou escondido à espera de Valdirene e a surpreendeu enquanto ela caminhava para casa. A professora foi atingida por pelo menos três disparos.
“A vítima foi atingida nas costas e na nuca, o que reforça a tese de que foi atacada sem chance de defesa. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três tiros. Inicialmente, pessoas que estavam no local confundiram o barulho com o som de uma motocicleta, mas logo perceberam a gravidade da situação”, relatou o delegado responsável pelo caso, Nicolas Alvarenga de Oliveira Martins.
Após os disparos, testemunhas tentaram intervir para conter o agressor, mas ele reagiu disparando contra a própria cabeça.
“Ele ouviu que estavam tentando contê-lo e disse: ‘Não vai precisar não’. Em seguida, se autoexterminou”, afirmou o delegado.
Valdirene e Vanderlei chegaram a ser socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados ao Hospital Municipal de Bom Jesus de Goiás, mas não resistiram aos ferimentos. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.
A Polícia Civil confirmou que a professora já havia denunciado o ex-marido por ameaça e lesão corporal cerca de um mês antes do crime, o que gerou uma ação penal e a concessão da medida protetiva. O delegado ressaltou, no entanto, os limites da determinação judicial.
“É importante esclarecer que a medida protetiva constitui uma ordem judicial dirigida ao agressor e não significa, automaticamente, vigilância policial individual e ininterrupta durante 24 horas. Havendo notícia de descumprimento ou situação de risco, as forças de segurança devem ser imediatamente acionadas”, destacou o investigador.
O crime provocou forte comoção no município. O Grupo Manaaim, do qual a vítima participava na igreja, divulgou nota de pesar lamentando a tragédia e pedindo orações para os filhos do casal. A deputada federal Silvye Alves (União Brasil) também se manifestou nas redes sociais, cobrando maior efetividade na proteção a mulheres ameaçadas.
Laudos periciais foram solicitados para concluir a investigação.
Sugestões de pautas ou denúncias é só enviar no e-mail: redacao@jornalespaco.com.br
Contatos de Reportagens e Marketing:
Números de celulares Whats Apps e seus e-mails respectivos
Celular WhatsApp (Claro): 62 9 9324-5038
Celular Whats App (Tim): 62 9 8161-2938
jornalespacov@yahoo.com
Instagram: @Jornal Espaço