sexta-feira - 30 - outubro - 2026

Polícia \ Cidades \ Piranhas \ Assassinato: Mãe presa após ser condenada por matar o filho por ele se parecer com o pai chorou ao confessar crime: ‘Joguei no fogo, segurei e joguei álcool’

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Caso aconteceu em 25 de junho de 2017, em Piranhas. Segundo a Polícia Civil, Adriana Coutrim Moreira, que está grávida de 8 meses, havia fugido para o Distrito Federal.
Alexandre Coutrim Rodrigues foi encontrado morto em monte de chamas em fazenda de Piranhas, Goiás — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Alexandre Coutrim Rodrigues foi encontrado morto em monte de chamas em fazenda de Piranhas, Goiás — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Por Yanca Cristina, Vinicius Moraes

A mãe Adriana Coutrim Moreira, de 35 anos, que foi presa após ser condenada a 26 anos de prisão por matar o próprio filho, Alexandre Coutrim Rodrigues, de 2 anos, porque ele se parecia com o pai, confessou o crime na época. O caso aconteceu em 25 de junho de 2017, em Piranhas, na região oeste de Goiás.

Mãe condenada por matar o filho de 2 anos em Goiás por se parecer com o pai é presa — Foto: Divulgação/PCDF

Mãe condenada por matar o filho de 2 anos em Goiás por se parecer com o pai é presa — Foto: Divulgação/PCDF

“Joguei dentro do fogo, segurei ele e joguei álcool”, relatou a mulher em um vídeo gravado pela Polícia Civil. Ainda na filmagem, ela contou que usou um pedaço de madeira para manter o filho na fogueira.

A prisão ocorreu na quarta-feira (28), em Brazlândia (DF). Ao g1, o delegado Ricardo Nogueira contou que Adriana foi levada à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCPP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo o investigador, a mãe foi presa após a polícia receber informações sobre o paradeiro dela e monitorar o local. “A mulher, a qual se encontra grávida de 8 meses, havia fugido para o Distrito Federal após obter a progressão de regime, em 2025”, disse.

O g1 não conseguiu localizar a defesa de Adriana até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

O corpo do menino foi encontrado sobre um monte de entulho em chamas na fazenda onde ele morava com a família. Segundo a polícia, a mãe acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e informou que o filho havia morrido na fogueira.

Na época do crime, o delegado Ronaldo Pinto Leite contou ao g1 que Adriana alegou que o menino havia caído na fogueira enquanto ela estava distraída.

“Ela disse que colocou o fogo no monte de folhas e entulho, se distraiu, foi pra dentro casa. Outro filho viu o irmão na fogueira e a chamou. Ela falou que não conseguiu socorrer e já ligou para o Samu e PM”, relatou.

Com o avanço das investigações, o delegado passou a desconfiar da versão apresentada pela mãe. Segundo Ronaldo, chamou a atenção o fato de a criança aparentemente não ter tentado se debater para escapar das chamas. Além disso, ele considerou a história confusa.

Durante a investigação, Adriana confessou o crime à Polícia Civil. Ela afirmou que deixou o menino na fogueira por um período e, depois, voltou para retirar o corpo usando uma toalha. De acordo com a polícia, a mulher também revelou que matou o filho porque ele se parecia com o ex-marido dela.

Com informações do G1 Goiás

 

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