quarta-feira - 25 - março - 2026

Polícia / Brasil / CEF / Fraude Milionária: PF mira fraude milionária e lavagem com criptomoedas na Caixa Econômica

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Operação mira organização criminosa que desviou mais de R$ 500 milhões com apoio de funcionários do sistema financeiro; mandados incluem prisões, buscas e bloqueio de bens

                                                                                                                          (Crédito: Reprodução/Polícia Federal)

A PF deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias -  (crédito: Reprodução/Polícia Federal)
A PF deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes bancárias 
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/3), a Operação Fallax, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, com atuação estruturada dentro da Caixa Econômica Federal.
Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema sofisticado que combinava acesso indevido a sistemas bancários, inserção de dados falsos e posterior ocultação dos recursos desviados.
Segundo a Polícia Federal, o esquema contava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras. Com acesso às plataformas internas, o grupo conseguia alterar dados e realizar saques e transferências ilegais sem levantar suspeitas.

Após o desvio, o dinheiro era rapidamente pulverizado. Parte dos valores era transferida para empresas de fachada e estruturas empresariais usadas para disfarçar a origem ilícita. Outra parcela era convertida em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 prisões, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos podem responder por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

A investigação aponta que o grupo operava com alto nível de organização e divisão de funções, o que permitia a continuidade do esquema por longos períodos sem detecção imediata. A operação segue em andamento.

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