Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Presidente russo anunciou que armamento deve entrar em serviço de combate até o fim deste ano

RS-28 Sarmat começou a ser desenvolvido em 2011. Foto: Reprodução/CSIS
A Rússia realizou um novo teste do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, considerado uma das armas mais poderosas do arsenal nuclear do país. O lançamento foi elogiado pelo presidente, Vladimir Putin, poucos dias após ele afirmar que a guerra na Ucrânia estaria “próxima do fim”.
“Este é o míssil mais poderoso do mundo”, declarou Putin na terça-feira (12), ao comentar o teste do armamento, também acompanhado pelo coronel-general Sergei Karakayev. De acordo com o líder russo, o poder combinado das ogivas do Sarmat supera em mais de quatro vezes o de modelos equivalentes desenvolvidos no Ocidente.
A previsão do governo russo é que o míssil, que começou a ser desenvolvido em 2011, entre em serviço de combate até o fim deste ano.
Míssil nuclear ‘imparável’
O desenvolvimento do RS-28 Sarmat faz parte do processo de modernização das forças nucleares da Rússia. O sistema, projetado para substituir o antigo Voyevoda, míssil de origem soviética utilizado no período da Guerra Fria, tem como objetivo atingir múltiplos alvos em uma mesma operação, além de escapar de sistemas modernos de defesa antimísseis.
Autoridades russas costumam classificar o Sarmat como “imparável”. O próprio Putin já afirmou que o sistema seria capaz de superar qualquer mecanismo de defesa atualmente existente no Ocidente.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), think tank sediado em Washington, indica que o Sarmat tem 35,3 metros de comprimento, 3 metros de diâmetro e peso superior a 208 toneladas.
O sistema também possui capacidade de carga útil de até 10 toneladas. Segundo o governo russo, o dispositivo pode alcançar mais de 35 mil quilômetros, transportar 10 ou mais ogivas nucleares e realizar trajetórias balísticas e suborbitais. Na prática, isso significa que o míssil poderia alcançar o espaço antes de reentrar na atmosfera em direção ao alvo, o que ampliaria sua capacidade de escapar de sistemas de defesa antimísseis.
Analistas ocidentais consultados pela Al Jazeera estimam, no entanto, que o alcance real do sistema esteja mais próximo de 18 mil quilômetros. Apesar das divergências, eles concordam que o Sarmat teria capacidade suficiente para atingir praticamente qualquer alvo no planeta. Para efeito de comparação, Moscou está a cerca de 7,5 mil quilômetros de Nova York, nos Estados Unidos.
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