Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Banhada pelo Atlântico, a capital do Marrocos reúne livrarias independentes e mais de 50 editoras, além de ser reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco
Foto: Sarah Hall/Pexels
Rabat, capital do Marrocos, foi eleita a Capital Mundial do Livro para 2026
Rabat, a capital do Marrocos, foi escolhida como a Capital Mundial do Livro para 2026. A partir de 23 de abril, no Dia Mundial do Livro, a cidade promoverá uma série de atividades para fortalecer o papel dos livros como ferramentas de desenvolvimento sustentável e de inclusão social.
A programação abrangerá a ampliação do acesso aos livros, o apoio à indústria editorial local e o lançamento de uma iniciativa para reforçar a alfabetização de seus cidadãos.
O título de Capital Mundial do Livro é concedido pela Unesco desde 2001. A primeira cidade a receber o reconhecimento foi Madri, na Espanha.
No ano passado, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade de língua portuguesa a carregar a distinção. Fizeram parte da programação a Bienal do Livro, a Book Parade Rio 2025 e o prêmio Jabuti.
Para 2027, a colombiana Medellín foi a escolhida para portar o título. Segundo a Unesco, as cidades nomeadas como Capital Mundial do Livro dedicam-se a promover a alfabetização e a liberdade de expressão. Cada cidade demonstra sua liderança no apoio à criatividade, à diversidade linguística e à partilha de conhecimento por meio de livros e histórias.
Rabat e a cena literária
Imagem de Fatima Zahrae por Pixabay

Rabat é banhada pelo Oceano Atlântico e fica a pouco mais de uma hora de Casablanca
Na costa do Oceano Atlântico, no noroeste do Marrocos, Rabat reúne mais de 50 editoras e, segundo a Unesco, abriga a terceira maior feira internacional de livros da África.
A agência da ONU cita que a cidade conta com um número crescente de livrarias, destacando a indústria editorial como parte vital da economia criativa local e da vanguarda da democratização do conhecimento.
A cidade é conhecida por suas livrarias de rua independentes e algumas instituições, como a Biblioteca Nacional do Reino do Marrocos, o Arquivo Nacional do Marrocos e o Instituto Francês de Rabat. Recorrentemente, esses espaços organizam palestras, lançamentos de livros e conversas com autores.
Reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco desde 2012, Rabat equilibra o passado árabe-muçulmano e o modernismo ocidental. O título de patrimônio da humanidade abrange tanto a cidade velha, com porções que remontam ao século XII, quanto a cidade nova, concebida e construída sob o Protetorado Francês, a partir de 1912.
Entre os atrativos mais conhecidos estão a Kasbah des Oudaias, cidadela do século XII com vistas para o rio e para o mar dotada de portões medievais e muralhas; a necrópole e o sítio arqueológico de Chellah, que mantém vestígios dos impérios romano e merínida; e espaços verdes como o Jardin d’Essais e o Les Jardins Exotiques de Bouknadel.
Marrocos
Segundo o Ministério do Turismo do Marrocos, o país recebeu cerca de 19,8 milhões de turistas em 2025. Apesar de ser a capital do país, Rabat não é tão conhecida turisticamente quanto outras localidades, como Marrakech, Casablanca, Fez e Tânger.
Em relação a Tânger, Rabat fica a cerca de 250 quilômetros da cidade. O destino foi um dos locais visitados por Daniela Filomeno na sétima temporada do CNN Viagem & Gastronomia. Bem na ponta do Marrocos, Tânger fica a cerca de 14 quilômetros da Espanha em seu ponto mais extremo.
Entre os destaques estão a medina, os palácios, a forte cultura de cafeterias, as heranças hispânicas e mouras na arquitetura e todo o peso de ser guardião da entrada para o Mediterrâneo. Assista ao episódio sobre o Norte da África no vídeo acima.
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