Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Imagem mostra procurador-geral da República em evento de degustação de uísque ao lado do ex-dono do Master; registro foi encontrado no celular do ex-banqueiro

Daniel Vorcaro e Paulo Gonet em degustação de uísque em Londres | Foto: Reprodução
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a autenticidade de uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante um evento de degustação de uísque em Londres, no Reino Unido.
A imagem, revelada pelo jornal O Globo, e confirmada pela coluna, foi encontrada pela Polícia Federal (PF) em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. No registro, o banqueiro aparece sentado próximo a Gonet, que segura um charuto. À frente deles, há uma mesa com copos de uísque.
Segundo pessoas próximas a Gonet, a foto foi feita em abril de 2024, durante um evento reservado a autoridades e patrocinado pelo Banco Master. A avaliação do procurador-geral é de que o registro não demonstra relação de intimidade com Vorcaro.
A imagem foi enviada ao banqueiro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, em 19 de junho de 2025. Na mensagem, Soares escreveu: “PG me mandou”. As iniciais PG correspondem a Paulo Gonet.
Procurada pelo SBT News, a assessoria de imprensa da PGR confirmou a autenticidade da fotografia, mas informou que não comentaria o caso.
A assessoria de Ciro Soares também afirmou que a imagem foi feita em um evento realizado em 2024, quando, segundo a defesa, não havia investigação contra Vorcaro. O advogado afirmou ainda que “não há qualquer irregularidade na foto”.
Foto aparece em relatório da PF
As mensagens de Ciro Soares e Daniel Vorcaro que fazem referência a Gonet foram reveladas há cerca de duas semanas, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornar público um relatório da PF que também reúne citações ao ministro Alexandre de Moraes.
Na ocasião, Mendonça pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que o caso fosse analisado pelo plenário da Corte. A discussão ocorreu na terça-feira (15), mas foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Gonet é citado no relatório e se manifestou pela nulidade do documento. Segundo o procurador-geral, o relatório teria sido produzido a partir de uma solicitação de Mendonça, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.
O procurador-geral também argumenta que a legislação prevê autorização do plenário do STF para que um ministro da Corte seja alvo de investigação.
Sugestões de pautas ou denúncias é só enviar no e-mail: redacao@jornalespaco.com.br
Contatos de Reportagens e Marketing:
Números de celulares Whats Apps e seus e-mails respectivos
Celular WhatsApp (Claro): 62 9 9324-5038
Celular Whats App (Tim): 62 9 8161-2938
jornalespacov@yahoo.com
Instagram: @Jornal Espaço