Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira. Os EUA classificaram o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais em junho.
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O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
Os EUA acusaram os seguintes indivíduos e empresas de ter ligações com a rede de lavagem de dinheiro do PCC:
- Victor Henrique de Oliveira Shimada;
- Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira;
- Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
- Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;
- Wave Construcoes Inteligentes Ltda.
Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e CV como grupos terroristas internacionais, em junho.
No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que a facção representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”.
Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.
Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”, e o acusaram de:
- lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;
- envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.
“Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (…) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.
Esta reportagem está em atualização.
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