quarta-feira - 25 - março - 2026

Mundo / EUA-Israel / Irã / Guerra: Ex-secretário dos EUA diz que encerrar guerra com o Irã daria controle de Ormuz ao inimigo

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Em outra fala, James Mattis resumiu o cenário, abre aspas: ‘Estamos em uma situação difícil’, indicando que não há soluções simples para o conflito
EFE

 

O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, fez um alerta contundente sobre os riscos de uma retirada antecipada da guerra contra o Irã. Segundo ele, encerrar o conflito neste momento significaria, na prática, ceder ao Irã o controle estratégico do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo.

A declaração foi feita durante participação em um evento internacional de energia, nos Estados Unidos, e repercutida pelo site Politico.

Mattis afirmou que, se os Estados Unidos simplesmente declararem vitória e deixarem a região, abre aspas, “o Irã diria que agora controla o estreito”, e acrescentou que isso poderia resultar na imposição de taxas sobre o tráfego marítimo, com impacto direto na economia global.

Em outra fala, ele resumiu o cenário, abre aspas: “Estamos em uma situação difícil”, indicando que não há soluções simples para o conflito.

Por que o Estreito de Ormuz é central

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo:
• liga o Golfo Pérsico ao restante do planeta
• por ali passa uma parcela significativa do petróleo global

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, o Irã vem tentando exercer controle sobre a região.

Segundo dados consolidados:
• o Irã chegou a interromper ou restringir o tráfego marítimo
• há registros de navios danificados e rotas comerciais afetadas

Autoridades iranianas chegaram a afirmar que têm “controle completo” do estreito, enquanto ameaçam bloquear totalmente a passagem em caso de novos ataques.

Dilema estratégico dos Estados Unidos

A análise de Mattis reforça um impasse central para Washington:

Se os EUA saem agora:
• o Irã pode consolidar domínio sobre o estreito
• pode impor custos ao comércio global
• e ganhar vantagem estratégica na região

Se permanecem:
• enfrentam risco de guerra prolongada
• aumento de custos militares
• e escalada regional

Esse dilema acontece em um momento em que o governo Donald Trump tenta equilibrar pressão militar e discurso diplomático.

O próprio Trump afirmou recentemente que há negociações em andamento e adiou ataques a alvos energéticos iranianos por cinco dias, citando conversas “produtivas”

Mas o cenário no terreno contradiz esse otimismo:
• o Irã nega negociações
• ataques continuam
• e o estreito segue como ponto crítico do conflito

Escalada militar e presença dos EUA

Enquanto o debate político acontece, os Estados Unidos ampliam sua presença militar na região.

Dados recentes indicam:
• mais de 50 mil militares americanos posicionados no Oriente Médio
• envio adicional de tropas e equipamentos
• campanha aérea para tentar reabrir o Estreito de Ormuz

Ao mesmo tempo, o Pentágono já realizou milhares de ataques contra alvos iranianos, numa tentativa de enfraquecer a capacidade militar do país.

Impacto global e econômico

O controle do Estreito de Ormuz é visto como chave não apenas militar, mas econômica.

A instabilidade na região já provocou:
• oscilações no preço do petróleo
• preocupação com o abastecimento global
• impacto direto em mercados financeiros

Especialistas alertam que, se o Irã consolidar controle sobre a rota, poderá:
• restringir o fluxo de petróleo
• influenciar preços globais
• e ampliar sua capacidade de pressão internacional

Sem saída clara

A avaliação de Mattis converge com análises de outros especialistas ouvidos por agências internacionais:
o conflito entrou em uma fase em que não há solução rápida ou evidente.

Encerrar a guerra agora pode significar uma derrota estratégica.
Continuar pode aprofundar o envolvimento militar e econômico dos Estados Unidos.

O resultado, por enquanto, é um cenário de impasse  – com o Estreito de Ormuz no centro da disputa e sem perspectiva clara de resolução no curto prazo.

 

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