quarta-feira - 25 - março - 2026

Mundo / Chile / Eleições Presidenciais: Chile vai às urnas neste domingo; candidato de direita é favorito

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Líder ultradireitista José Antonio Kast é o favorito para vencer as eleições; ele promete deportar migrantes sem status legal, ampliar o poder policial e erguer mais prisões, inspirado em Donald Trump e Nayib Bukele.

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Candidato presidencial chileno José Antonio Kast, do Partido Republicano, acena para seus apoiadores durante o comício de encerramento de sua campanha em Temuco, Chile. Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP

 

Os chilenos vão às urnas neste domingo (14) para eleger o novo presidente do país, e tem o líder ultradireitista José Antonio Kast como favorito para vencer. Caso o resultado se confirme, essa vai ser a primeira vez desde a saída do ditador Augusto Pinochet, há 35 anos, que um líder de extrema direita chega ao poder. Kast, que foi derrotado por Gabriel Boric em 2021, e está em terceira corrida eleitoral à presidência, concentra seu discurso em segurança e migração.

“O país está desmoronando”, diz o homem que provavelmente o comandará pelos próximos quatro anos, o três vezes candidato à presidência e pai de nove filhos. Ele promete deportar migrantes sem status legal, ampliar o poder policial e erguer mais prisões, inspirado em Donald Trump e Nayib Bukele. Na economia, propõe cortes de US$ 6 bilhões, embora sua equipe admita que o ajuste poderá levar mais tempo.

Kast terminou o primeiro turno em segundo lugar no primeiro turno, atrás da candidata de esquerda Jeannette Jara. Contudo, conforme previam as pesquisas em um cenário de segundo turno, ele receberia o apoio dos outros três candidatos de direita: Evelyn Matthei, Johannes Kaiser e Franco Parisi.

A campanha eleitoral do Chile foi dominada pelo medo e a insegurança, que uma maioria associa à imigração irregular. Embora seja um dos países mais seguros do continente, a campanha eleitoral esteve dominada pelo medo diante do aumento da delinquência, o que deu impulso à extrema-direita e seu plano de deportação em massa e combate frontal à criminalidade. Parisi também se insere nessa linha.

Desde a mudança do milênio, a violência ligada ao crime organizado aumentou cerca de 40%, segundo estatísticas oficiais. A taxa de homicídios aumentou 50%, segundo dados da ONU, e as pesquisas mostram que a maioria dos chilenos considera que o crime é o problema mais sério do país, associando o aumento da insegurança com a imigração.

A população migrante duplicou em sete anos no Chile e alcançou 8,8% do total em 2024 neste país de 20 milhões de habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Os estrangeiros em situação irregular, cerca de 337 mil, a maioria venezuelanos, estão na mira da direita que concorre com a centro-esquerda nas eleições gerais deste domingo. É a segunda maior proporção de residentes estrangeiros na América Latina, depois da Costa Rica, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Essa primeira vez no Chile que o voto é obrigatório, com uma multa de até 100 dólares (R$ 527, na cotação atual). Cerca de 15,6 milhões de eleitores estão convocados às urnas.

 

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