Com experiência de cinco mandatos como deputado federal e um de senador, Caiado foi releito com 51,80% dos votos apoiado em uma coligação que contou, além de seu partido, União Brasil, com outros 11 partidos e mais de 230 prefeitos. Foto: Divulgação
Ainda no domingo e entrevistas de segunda-feira, governador garantiu que os trabalhos de seu segundo mandato começam imediatamente e que o principal compromisso para os próximos quatro anos é dar assistência aos mais vulneráveis, com combate à pobreza
Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do jornal Espaço
Uma das principais queixas do governador Ronaldo Caiado durante todo o mandato, de janeiro de 2019 até a campanha deste ano, foi o fato, muito relevante, de ter encontrado as contas do estado bagunçadas, sem dinheiro e com dívidas e contas a pagar. Diante disso, o governador gastou boa parte do mandato equacionando as contas públicas. A barreira foi transposta com a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), negociação que perdurou até dezembro do ano passado, quando o presidente Jair Bolsonaro finalmente assinou a adesão de Goiás ao RRF.
Mas para conseguir alongar o pagamento da dívida, diminuir juros e valor de parcelas a ser pagas, o estado teve de cortar gastos e isso engessou o governo. O atual mandato de Caiado também foi marcado pela crise sanitária causada pela pandemia de coronavírus, que afetou significativamente a economia de todo o país. Por isso tudo, tendo em vista o fim da pandemia e o saneamento das contas públicas, o governador tem, a partir de janeiro, a chance de realizar uma gestão bem diferente do primeiro mandato. Afinal, não poderá culpar o antecessor.
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Com a experiência de mais de 40 anos na política, cinco mandatos como deputado federal e um de senador, Caiado foi eleito com 51,80% dos votos apoiado em uma coligação que contou, além de seu partido, União Brasil, com outros 11 partidos: MDB, PSC, PDT, PP, PSD, Solidariedade, PRTB, Avante, PTB e Podemos. Na campanha, teve apoio de mais de 230 prefeitos, cenário bem diferente de 2018, quando recebeu apoio de apenas 14 gestores municipais.
O próprio governador afirma que a aprovação do seu trabalho representa o reconhecimento da responsabilidade com os gastos públicos, redução da criminalidade, interiorização da saúde, valorização dos servidores e combate às desigualdades regionais. Agora, espera-se que ocorram avanços significativos nestas áreas e em outras, como atração de empresas e geração de emprego.
‘Seremos referência em combater a desigualdade com competência’

Ainda no domingo em que foi reeleito, o governador Ronaldo Caiado garantiu que os trabalhos de seu segundo mandato começam imediatamente. O principal compromisso anunciado para os próximos quatro anos é dar assistência aos mais vulneráveis, o combate à pobreza
“A marca da primeira gestão foi o respeito ao dinheiro público. No meu próximo governo, vamos romper o ciclo da pobreza”, pontuou em entrevista coletiva momentos depois de confirmada sua vitória, com 51,80% dos votos válidos.
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Para atingir o objetivo, serão tomadas ações coordenadas no mesmo sentido nas áreas da educação, saúde, geração de empregos e ampliação de programas sociais.
“Fomos referência no Brasil com o que implantamos, como Bolsa Estudante, Mães de Goiás e Aluguel Social. Agora, vamos atacar definitivamente a fome e tirar as pessoas do ciclo da pobreza”, disse.
Em rodada de entrevistas à imprensa nesta segunda-feira (03/10), Caiado disse que o Instituto Mauro Borges (IMB), que é ligado à Secretaria Geral de Governo (SGG), será responsável por levantar dados para aprimorar a eficiência das políticas sociais já existentes e a necessidade de criar novas estratégias para promover a efetiva inclusão dos goianos em vulnerabilidade social.
“O foco é fazer com que as políticas sociais tenham consequências imediatas na vida das pessoas”, falou.
Com a casa em ordem, Caiado aposta em uma gestão de excelência.
“Seremos referência naquilo que o Brasil e o mundo ainda não conseguiram: combater a desigualdade com competência”, frisou.


