Deputado Wilde Cambão, do PSD, líder do Governo Caiado na Assembleia Legislativa: “O governador quer acabar com o ciclo da pobreza nesses quatro anos de governo” // Fotos: Alego
Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do jornal Espaço
Escolhido líder do Governo na Assembleia Legislativa por ter uma relação próxima com todos os deputados, Wilde Cambão afirma que é do consenso e que pretende ajudar o Governo para que as ações possam chegar a quem mais precisa, os mais pobres
Se a reforma no secretariado para o segundo mandato do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) será pontual e gradual, o oposto ocorre com a Região do Entorno do Distrito Federal, onde os municípios goianos foram historicamente esquecidos do Governo estadual. De uma tacada só, o governador, após instituir a Região Metropolitana, criou a Secretaria do Entorno e escolheu um dos cinco deputados representantes da região para ser o líder do Governo na Assembleia Legislativa.
Considerado conciliador e leal ao governador, Wilde Cambão afirma que está preparado para o diálogo. A seu favor conta a experiência que adquiriu como secretário de Obras e de Esporte e Cultura de Luziânia. Ele está no segundo mandato na Assembleia Legislativa, sendo reeleito em outubro com 29.908 votos.
Sobre a escolha de seu nome, ele diz:
“Acho que foi pelo que o Entorno representou para o governador, o Entorno deu uma votação expressiva ao Governo, o Entorno tem prefeitos leais a ele, que trabalharam muito. E pela relação próximo com o governador, por acreditar, por confiar, por entender que é um governador sério e que fez um governo muito bom, de excelência, mesmo com toda dificuldade que o estado tem e que precisa avançar muito ainda”.
Na entrevista exclusiva ao repórter Vinícius Portugal, do PORTAL NG, o deputado fala sobre a escolha do nome que comandará a Secretaria do Entorno (já foram aventados o deputado federal Célio Silveira e Hildo do Candango, o ex-ministro Alexandre Baldy) e as expectativas de chegada de um novo momento no desenvolvimento da região.
“Hoje temos o sentimento de pertencer ao estado de Goiás, estamos felizes de ser goianos. O Entorno não tinha isso”, comenta, acrescentando que o governo do estado tem uma dívida muito grande com o Entorno, “região muito sofrida, abandonada”.
Veja os principais trechos da entrevista:
PORTAL NG – A que o sr. atribui esse “deslocamento do poder”, de certa forma, para o Entorno do Distrito Federal, com criação da Região Metropolitana e, agora, a Secretaria do Entorno e escolha de um líder do Entorno?
Wilde Cambão – Isso foi muito força do trabalho que a gente fez, da união dos prefeitos da região. Só tínhamos dois e agora temos cinco deputados estaduais. É prova do trabalho de que as lideranças do Entorno fizeram um trabalho bem-feito. E eu tive uma parcela importante nesse trabalho de unificação dos prefeitos, sendo deputado não apenas de uma cidade, mas de uma região, tanto que hoje a gente já fala que o Entorno já está servindo de referência para muitas coisas.
Quem deve assumir a Secretaria do Entorno?
O governador está ouvindo os prefeitos. Ele não me consultou sobre isso. Acho que ele vai dividir essa responsabilidade com os prefeitos e, juntos, vão encontrará o nome. Pode ser um técnico ou político. O momento é de pensar e estruturar a secretaria. De qualquer forma, temos bons nomes no Entorno que podem assumir a secretaria, que fará uma interlocução entre o Governo e os prefeitos, com a meta de transformar a região nos quatro anos.
‘Sou um deputado da palavra, do consenso, da união’

O “empoderamento” do Entorno é uma resposta ao esquecimento aque a população da região foi historicamente relegada?
O governo do estado tem uma dívida muito grande com o Entorno, que é uma região muito sofrida, abandonada. Hoje temos o sentimento de pertencer ao estado de Goiás, estamos felizes de ser goianos. O Entorno não tinha isso. A grande demonstração de tudo isso é a força política que se construiu nesses quatro anos na região, em função do próprio governador, porque se temos hoje cinco deputados estaduais foi porque as pessoas entenderam que o governador respeitou a região e votaram nos seus candidatos da região, para ajudar o governador e para que o retorno de benefícios seja maior.
Como o Sr. pretende exercer a liderança do Governo no Legislativo?
Acredito que fui escolhido líder por ter uma relação próxima com todos os deputados. Sou um deputado da palavra, do consenso, da união, da busca das ideias, dentro de uma respeitabilidade muito grande que a gente tem que ter entre os pares. Tenho certeza que junto com a presidência do Bruno, com a Mesa Diretora, a gente vai fazer um trabalho importante como líder para que as matérias importantes do Governo sejam aprovadas, para dar governabilidade e para que as ações possam chegar a quem mais precisa, que são os mais pobres. O governador quer acabar com o ciclo da pobreza nesses quatro anos de governo.
‘Essa liderança foi uma forma de o governador valorizar o Entorno’
E a relação com a oposição?
É preciso saber conciliar a vontade de sua base e também conversar com a oposição, dialogar e ouvir a sociedade como um todo. Esse é um papel que o Bruno fez muito bem, por quatro anos. O líder costuma enfrentar o desgaste de ter de aprovar matérias difíceis, mas hoje a situação está relativamente confortável, porque as matérias difíceis que votamos há quatro anos deram governabilidade. Os deputados acreditam no Governo, tanto que terá uma base maior da história, hoje já com mais de 30 deputados e tenho certeza que vai aumentar. Farei de tudo para que o governador tenha, nesse período meu no cargo, uma liderança tranquila, propositiva.
Como se deu o processo de escolha do sr. para a liderança do Governo?
Foi uma escolha pessoal do governador. Recebi a mensagem e ofício aqui no dia cedo e não houve nenhuma conversa prévia. Acho que foi muito pelo que o Entorno representou para o governador, o Entorno deu uma votação expressiva ao Governo, o Entorno tem prefeitos leais a ele lá no Entorno, que trabalharam muito. E pela relação próximo com o governador, por acreditar, por confiar, por entender que é um governador sério e que fez um governo muito bom, de excelência, mesmo com toda dificuldade que o estado tem e que precisa avançar muito ainda. Acho que essa liderança foi uma forma de o governador valorizar o Entorno.
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