Sensor mede de forma contínua as leituras da glicose e armazena os dados | Foto: Divulgação
Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do jornal Espaço
Dispositivo causa menos incômodo as crianças porque evita as constantes picadas nos dedos com lancetas para aferição da glicemia
A partir desta quinta-feira (27/10), 64 crianças e adolescentes de Aparecida de Goiânia, de 4 a 14 anos de idade, que têm diabetes tipo 1, têm acesso a um sensor aplicado na parte posterior superior do braço que mede de forma contínua as leituras da glicose e armazena os dados. O programa Viva Feliz de controle de diabetes infantil foi lançado pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia.
O dispositivo causa menos incômodo as crianças porque evita as constantes picadas nos dedos com lancetas para aferição da glicemia, além de proporcionar melhor qualidade de vida e também um monitoramento mais eficaz da glicemia.
Continuação da Matéria
O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, explica que as crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 precisam fazer várias medições glicêmicas por dia para controle da doença e ajustes da insulina, da dieta e das atividades do paciente.
“Muitos precisam colher a gotinha de sangue para pingar na fita reagente de 4 a 6 vezes por dia, o que gera desconforto e dor. Então vamos fornecer este dispositivo para que essas crianças possam sofrer menos, ter a diabetes controlada e ainda poder brincar, nadar, tomar banho e praticar exercícios físicos com o sensor”, ressalta Alessandro Magalhães.
A coordenadora da Assistência Farmacêutica, Christiane Fausta Ferreira de Rezende, destaca que, para fazer o monitoramento, o paciente, seus pais ou responsáveis precisam apenas passar o leitor sob a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho.
Publicidade
Continuação da Matéria
“É mais simples e indolor. As picadas nos dedos, que tanto assustam as crianças e podem causar dor local, não são necessárias para quem usa esse dispositivo, que também é eficaz para verificar a hipoglicemia noturna”, diz Christiane Rezende.
As pessoas ou responsáveis que se enquadram dentro do programa são orientadas a montar um processo de acordo com os protocolos do município para recebimento de dois dispositivos a cada 28 dias.
Após a inserção no programa, a criança ou adolescente pode receber acompanhamento trimestral no Centro de Especialidades Municipal (CEM) com médicos endocrinologistas. Até o momento, 64 crianças na faixa etária preconizada deverão receber o sensor.


