quarta-feira - 25 - março - 2026

Brasil / Saúde / Deficiência Visual: Casos de deficiência visual sobem no Brasil e elevam custos ao sistema de saúde

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Estudos apontam que até 90% dos casos, entre 10 milhões de pessoas com problema ocular, poderiam ser evitados

Crescimento do número de pessoas com deficiência visual tem relação com aumento da expectativa de vida. Foto: CBO/Divulgação – Arquivo

 

O Brasil tem cerca de 10 milhões de pessoas com deficiência visual, segundo entidades especializadas. Estudos internacionais indicam que até 90% desses casos poderiam ser prevenidos ou tratados.

Organizações médicas apontam que ampliar investimentos em saúde ocular pode gerar impacto econômico relevante e conter o avanço de doenças ligadas ao envelhecimento da população.

Um levantamento citado pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) estima que destinar R$ 1,55 bilhão para ações de saúde ocular — valor inferior a 1% do orçamento previsto para a área em 2025 — poderia gerar retorno anual próximo de R$ 42 bilhões.

O relatório, chamado “Valor da Visão”, foi produzido pela IAPB (Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira), Fundação Seva e Fundação Fred Hollows.

Deficiência e expectativa de vida

O CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) relaciona o aumento da deficiência visual ao avanço da expectativa de vida.

A entidade explica que o envelhecimento amplia a incidência de doenças crônico-degenerativas que afetam a visão, como catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética.

Segundo o CBO, pessoas idosas são mais afetadas por doenças oculares e a perda de acuidade visual influencia diversos aspectos da vida cotidiana, entre eles autoestima, risco de quedas, produtividade e despesas adicionais para famílias e serviços públicos.

A entidade mantém projetos voltados ao controle da cegueira evitável, alinhados às diretrizes da IAPB. Entre as iniciativas estão ações de conscientização, treinamento de equipes de saúde e reforço da rede de atendimento oftalmológico.

A SBG aconselha as mulheres que engravidam após os 40 anos a fazerem o acompanhamento oftalmológico mais rigoroso, visto que a idade aumenta os riscos de desenvolvimento de glaucoma. Assim, mulheres acima dos 40 que tenham o diagnóstico da doença e pretendem engravidar devem fazer o acompanhamento especializado por toda a gestação, já que não há estudos conclusivos sobre os riscos dos colírios indicados como tratamento da doença.

Principais doenças associadas à perda de visão

Catarata – Opacificação do cristalino que reduz a entrada de luz nos olhos. Torna-se mais comum após os 50 anos e tem solução cirúrgica.

Glaucoma – Lesão no nervo óptico, muitas vezes associada à pressão intraocular elevada. O tratamento inclui colírios e, em algumas situações, cirurgia.

Retinopatia diabética – Alterações nos vasos sanguíneos da retina causadas pelo diabetes. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos desenvolvem o problema. Controle glicêmico e acompanhamento regular são essenciais.

Degeneração macular relacionada à idade – Afeta a região central da retina e causa perda da visão central, geralmente após os 60 anos. Os danos são irreversíveis, mas o diagnóstico precoce ajuda a retardar a progressão.

 

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