quarta-feira - 17 - junho - 2026

Brasil / Eleições 2026 / Presidência da República: Renan Santos acena a Ronaldo Caiado e chama apoio a Flávio Bolsonaro de ‘voto em bandido’

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Pré-candidato pelo Missão também afirmou que mercado financeiro errou ao apoiar bolsonarismo no passado

Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão. Foto: Reprodução/X/@partidomissao

Pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão) sinalizou abertura para alianças com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e afirmou que o resultado da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) reforça sua viabilidade eleitoral. Em evento com investidores, em São Paulo, ele também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Votar no Flávio é votar em bandido”, disse.

Renan associou o senador a escândalos e afirmou que não há meio-termo na avaliação sobre o adversário, além de reforçar que vê o apoio a Flávio como uma escolha incompatível com o que considera aceitável na política. “Como eu digo, o Flávio Bolsonaro não pode ver um cara envolvido num escândalo, ele vê um esquema e fala: ‘por favor, me inclua’. Não existe meio gângster”, afirmou.

O presidenciável disse que está aberto a negociações com outros nomes da direita, especialmente Caiado, com quem lembrou já ter atuado em momentos decisivos, como no impeachment de Dilma Rousseff (PT), e avaliou que a parceria deu resultados.

“A última vez que trabalhei com o Caiado, a gente derrubou o PT”, ponderou. Ele acrescentou que não descarta conversar com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), mas criticou o que chamou de “submissão ao bolsonarismo”.

Apesar da sinalização, Renan afirmou que precisa “se provar” eleitoralmente antes de avançar nas negociações. Ao comentar os resultados da pesquisa divulgada nesta quarta-feira, disse acreditar que pode ultrapassar os concorrentes.

Pesquisa Genial/Quaest mostra que, no cenário estimulado de primeiro turno, Renan aparece com 3% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Caiado (também 3%), o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e Zema, que têm 2% cada um. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 39%, seguido do senador Flávio Bolsonaro, com 29%.

Sobre a sondagem eleitoral, o pré-candidato argumentou ainda que possui menor rejeição do que adversários como Flávio Bolsonaro e maior potencial de crescimento, impulsionado pela militância e pelo engajamento nas redes sociais.

Renan também fez críticas ao posicionamento do mercado financeiro, especialmente da chamada Faria Lima, que, segundo ele, passou a atuar como força política nos últimos anos. O pré-candidato afirmou que o setor errou ao apoiar o bolsonarismo no passado, o que, em sua avaliação, contribuiu para a volta do presidente Lula.

Ele ressaltou, porém, que vê uma mudança de postura entre agentes do mercado, que estariam evitando aderir à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e passando a buscar alternativas fora da polarização entre petismo e bolsonarismo. Afirmou ainda que, nos últimos meses, também tem conseguido quebrar o que chamou de resistência ao seu nome no mercado financeiro.

Empresários e investidores veem amadurecimento na campanha

A avaliação foi compartilhada por participantes do evento promovido pela Genial Investimentos. Nos bastidores, empresários e investidores ouvidos pela reportagem apontam uma “maior musculatura e amadurecimento” na pré-candidatura de Renan desde o início da campanha.

Ao mesmo tempo, relatam ressalvas em relação ao senador Flávio Bolsonaro, citando episódios recentes, como a divulgação de áudio em que ele aparece em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A leitura é de que a campanha do senador segue enfrentando desgaste à medida que novos fatos vêm à tona, somados ao histórico de controvérsias, como o caso das “rachadinhas” quando ele exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

 

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