Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
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Agência da Caixa Econômica Federal em Santa Fé de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Entre os afetados estão idosos em situação de vulnerabilidade, que relatam prejuízos expressivos. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal.
Um funcionário da Caixa Econômica Federal foi preso por suspeita de desviar dinheiro de clientes em Santa Fé de Goias, no oeste do estado. O valor exato não foi informado, mas a TV Anhanguera conseguiu apurar com a Polícia Civil (PC) que ele movimentou quase R$ 2 milhões. Somente uma das vítimas teve prejuízo de R$ 700 mil, de acordo com as investigações.
O nome do funcionário não foi divulgado pela polícia, por isso não foi possível localizar a defesa. A Caixa Econômica disse que abriu um processo disciplinar e que o empregado está afastado das atividades até a conclusão do procedimento interno.
De acordo com as investigações, pelo menos sete correntistas relataram que o dinheiro desapareceu das contas no posto de atendimento onde o suspeito trabalhava. A polícia aponta que ele teria agido por sete meses, entre dezembro de 2025 e julho de 2026, quando as vítimas perceberam os desfalques.
O delegado Luiz Antônio de Jesus Santos conversou com a TV Anhanguera e explicou como o suspeito agia.
“O funcionário tem as credenciais de acesso para poder fazer esses saques; ele usava essas credenciais, fazia os levantamentos desses valores, transferia para a conta de outras vítimas e de parentes dessas outras vítimas para dificultar o rastreio desses valores. E, ao final, esses valores iam para a conta corrente do próprio investigado”, disse.
Vítimas
De acordo com as investigações, a maioria das vítimas do golpe são idosos, que acabam sendo vulneráveis por não ter ajuda dos filhos ou de outros parentes para cuidar das finanças. Uma aposentada de 82 anos, que teve prejuízo superior a R$ 700 mil, contou que o suspeito tinha a confiança dela, frequentava a casa e até fazia favores.
“Me levou a Goiânia, me trouxe à minha casa, me levou várias vezes a Jussara para fazer tratamento”, contou a aposentada.
Outra aposentada, de 73 anos, disse que perdeu mais de R$ 70 mil e também confiou no funcionário, acreditando que ele era uma boa pessoa e confiando também no cargo que ele ocupava, como gerente. Ela contou ainda que é doente e que o dinheiro está fazendo muita falta.
“Eu nunca pensava que ele ia fazer isso. Ele mostrava ser uma pessoa tão boa. Eu estou precisando do dinheiro e não tenho. Está me fazendo falta. Eu sou uma pessoa doente. Agora mesmo eu estou com uma consulta marcada para Goiânia e eu não tenho de onde tirar dinheiro lá no banco”, lamentou.
Investigação
A Polícia Civil registrou os casos, mas, como a Caixa Econômica é um banco da União, as ocorrências ficam sob responsabilidade da Polícia Federal (PF) para dar continuidade às investigações.
O g1 pediu um posicionamento da estatal sobre o caso, mas até a última atualização da matéria não teve retorno. Para a TV Anhanguera, a Caixa disse que está colaborando com as investigações e, por se tratar de um caso sigiloso, vai repassar as informações apenas à Polícia Federal. O banco também afirmou que monitora transações suspeitas para evitar fraudes.
Com informações do g1 Goiás
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