Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Surto da doença é o pior em décadas; condado de Lancaster, no centro-sul do estado, continua sendo o mais afetado

Doses da vacina tríplice viral (MMR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, armazenadas em refrigerador médico em Spartanburg, na Carolina do Sul | Foto: Jayla Whitfield-Anderson/Reuters – 06.02.2026
O número de casos de sarampo na Pensilvânia chegou a 903 nesta segunda-feira (28), segundo o Departamento de Saúde do estado. Foram 68 novos registros desde a última quarta-feira, em meio ao pior surto da doença em décadas. O condado de Lancaster continua sendo o mais afetado.
As hospitalizações subiram de 164, em 23 de setembro, para 176. Neste mês, a Pensilvânia também registrou quatro mortes relacionadas ao sarampo entre pessoas não vacinadas. O governador Josh Shapiro e o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., divergem sobre quantas dessas mortes foram causadas diretamente pelo vírus.
Após a divergência, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) informou que revisava os critérios usados para classificar as mortes relacionadas ao sarampo. O site da agência lista uma morte confirmada pela doença, sem informar onde ela ocorreu. No país, foram registrados 3.659 casos neste ano até 24 de setembro.
Altamente contagioso, o sarampo pode causar febre, manchas na pele e complicações respiratórias. A vacina tríplice viral, aplicada de rotina na infância, oferece cerca de 97% de proteção após duas doses.
Vacinação e avanço do sarampo
O aumento dos casos ocorre em um cenário de queda da vacinação infantil nos Estados Unidos. Segundo o CDC, a proporção de crianças vacinadas com a tríplice viral (MMR, na sigla em inglês) ao entrar na escola caiu de 95,2% no ano letivo de 2019–2020 para 92,4% em 2025–2026.
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Após duas doses, oferece cerca de 97% de proteção contra o sarampo.
A confiança na vacina também diminuiu. Em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em setembro, 76% dos norte-americanos disseram considerar a tríplice viral segura para crianças, ante 84% em 2020. A queda foi mais acentuada entre os republicanos, embora a maioria dos entrevistados de ambos os partidos ainda apoie a vacinação infantil contra o sarampo.
Com informações da Reuters
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