Estados / Maranhão / Base de Alcântara / 23 Anos da Tragédia / O que Mudou: Tragédia do VLS completa 23 anos na semana em que Alcântara voltou a lançar foguete

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Tragédia de 2003, considerada a maior do Programa Espacial Brasileiro, matou 21 profissionais em Alcântara e contribuiu para atrasar o desenvolvimento da capacidade nacional de lançamento de foguetes Relembre a explosão do VSL, um dos maiores acidentes da corrida espacial no mundo
Escombros da torre de lançamento do VLS em Alcântara — Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Escombros da torre de lançamento do VLS em Alcântara — Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

Relembre a explosão do VLS, um dos maiores acidentes da corrida espacial no mundo

O maior desastre da história do Programa Espacial Brasileiro, que matou 21 profissionais durante a preparação de um foguete no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, completa 23 anos neste sábado (22). A data é lembrada três dias após o lançamento do foguete suborbital SEBIT, da empresa sul-coreana Innospace.

Ao contrário do lançamento do foguete sul-coreano, que teve o voo interrompido após um desvio de tragetória sem deixar vítimas, o acidente com o VLS-1 terminou em tragédia e marcou profundamente o Programa Espacial Brasileiro, levando a mudanças nos procedimentos de segurança e na preparação de missões (entenda mais abaixo).

Neste sábado (22), a Agência Espacial Brasileira (AEB) homenageou as vítimas do acidente. Segundo a agência, os profissionais deixaram um legado para o setor espacial brasileiro. Entre eles estavam engenheiros, técnicos e mecânicos que trabalhavam na preparação do foguete.

Em 2023, durante os 20 anos da tragédia, parentes das vítimas lembraram que os profissionais envolvidos no VLS tinham o projeto espacial brasileiro como um objetivo pessoal e profissional.

Todos as vítimas eram ligadas ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), com sede em São José dos Campos (SP).

Relembre a explosão do VLS, um dos maiores acidentes da corrida espacial no mundo

Relembre a tragédia
Explosão ocorreu às 13h26 do dia 22 de agosto de 2003 — Foto: Reprodução

Explosão ocorreu às 13h26 do dia 22 de agosto de 2003 — Foto: Reprodução

A tragédia do VLS-1, em agosto de 2003, foi o maior desastre da história do Programa Espacial Brasileiro e um dos maiores do mundo, impedindo que o país colocasse em órbita dois satélites nacionais de observação terrestre.

Segundo as investigações, toda a estrutura em volta do foguete já estava montada e ele passava por ajustes finais na Torre Móvel de Integração (TMI) quando, às 13h26, um dos motores teve uma ignição prematura e o protótipo foi acionado antes do tempo. A torre acabou explodindo e matando os profissionais que trabalhavam no local.

Segundo o relatório final da investigação, concluído pelo Comando da Aeronáutica em fevereiro de 2004, a causa da explosão foi um “acionamento intempestivo” provocado por uma pequena peça que ligava o motor do foguete.

O Ministério da Aeronáutica descartou a possibilidade de sabotagem, de grosseira falha humana ou de interferência meteorológica, mas apontou “falhas latentes” e “degradação das condições de trabalho e segurança”, entre elas saídas de emergência que levavam para dentro da própria TMI, além de estresse por desgaste físico e mental dos tecnologistas.

O que mudou após a tragédia do VLS-1

Após o acidente, novas medidas de segurança foram adotadas na Base de Alcântara, como a inauguração de uma nova TMI, em 2012. A área, projetada e construída com concreto armado, possui uma extensa fiação que garante corrente elétrica para um dos estágios da plataforma do Veículo Lançador de Satélites.

 

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