Proposta aceita pelos funcionários contempla o pagamento do 13º salário em até quatro parcelas. Já a liquidação da folha referente ao mês de novembro, que ainda não foi realizada, será feita ainda no decorrer desta semana, e dezembro, com vencimento em janeiro, será pago no decorrer do mês de janeiro de 2021

No sábado, motoristas foram até as empresas, mas permaneceram de braços cruzados / Foto: divulgação
Cerca de 5 mil motoristas da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC), que permaneceram paralisados durante todo o final de semana, retornaram às atividades nesta segunda-feira (21/12). O fim do movimento grevista ocorreu após entendimento entre funcionários e as empresas, que garantiram pagamento do salário do mês de novembro e quitação do 13º salário.
Nota do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET), informa que, após reunião das empresas com seus funcionários, ocorrida na tarde deste domingo, 20 de dezembro, “e com a sensibilidade dos trabalhadores aos esforços das empresas, chegou-se a um entendimento pelo fim da paralisação”, esclarece.
Ainda de acordo com o texto publicado pelo SET, a proposta aceita pelos funcionários contempla o pagamento do 13º salário em até quatro parcelas. Os salários do mês de novembro que ainda não foram pagos, serão quitados ainda no decorrer desta semana e o pagamento de dezembro com vencimento em janeiro, será pago no decorrer do mês de janeiro de 2021.
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Para o cumprimento do acordo e pagamento dos salários, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), apresentou durante a reunião uma proposta para que a prefeitura de Goiânia faça ainda este mês o repasse de cerca de R$ 1,8 milhão às empresas. Ainda durante as tratativas a companhia propôs novas rodadas de negociações com a próxima administração municipal a partir de janeiro de 2021.
“Conseguimos chegar a um acordo, mais uma vez por esforço das concessionárias do sistema, para que a população não fique sem transporte neste final de ano. As empresas vão manter a priorização para o pagamento dos funcionários, com isso, tendo que sacrificar outros pagamentos de insumos e fornecedores, até mesmo de óleo diesel, exigindo que elas montem uma operação emergencial nos próximos dias”, disse o presidente do SET, Adriano Oliveira.
“As negociações foram feitas diretamente com os funcionários das empresas, uma vez que eles foram os reais articuladores e responsáveis da paralisação. A proposta aceita foi a mesma apresentada ao SindColetivo e negada pelo sindicato há cerca de uma semana”, finaliza a nota publicada pelo SET.
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