O mecânico Fleury José dos Santos, de 68 anos, escolheu, há dois anos, morar em uma caminhonete estacionada em uma rua de Goiânia, alegando que “queria mais liberdade”. Em entrevista à TV Anhanguera, o idoso disse que tem três filhos e um neto, mas não tem uma relação próxima com os familiares.
Ele contou que considera a situação provisória, que pretende dar entrada na aposentadoria e, em seguida, conseguir uma casa para morar. “Eu queria ter mais liberdade, e resolvi meus problemas. Não é muito bom, mas a gente vai levando, dá para levar. Quando eu aposentar, a primeira coisa que eu vou partir para cima é ter uma casa”, disse o idoso.
A morada de Fleury é uma caminhonete de 1969. Na carroceria ficam alguns objetos de casa, como colchões, panelas, roupas, tudo coberto com uma lona. Ele guardou todos os objetos pois espera que, quando conseguir uma casa, tenha alguns mantimentos para poder montar a residência.
A Secretaria Municipal de Assistência Social de Goiânia (Semas) informou à TV Anhanguera que equipes do órgão visitaram o idoso, mas que ele não aceitou ajuda, afirmando que a situação dele é temporária.
De acordo com o secretário de Assistência Social da cidade, Robson Azevedo, a prefeitura não tem um levantamento sobre quantas pessoas estão na mesma situação que o mecânico.
“Nós temos uma equipe de plantão 24h que acompanha e monitora todas estas movimentações da população de rua e tenta dar o encaminhamento necessário, através de uma abordagem técnica, para cada caso”, afirmou.
Morada entre galhos
Em uma situação semelhante à do mecânico, um homem, que não revelou o nome, dorme em uma rede amarrada entre galhos de uma gameleira, na Avenida Anápolis, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Ele guarda poucos pertences que tem dentro de uma sacola, que fica pendurada na árvore.
Ele revelou à TV Anhanguera que mora no local há dois anos, e que, antes disso, morava em outra árvore. O homem afirmou que onde morava anteriormente os vizinhos ficaram incomodados com a presença dele e, por conta disto, ele teve que se mudar para a gameleira.
O sargento Jânio Gonçalves, da Polícia Militar, afirmou que a corporação faz rondas com frequência na região e, sempre que pode, checa se o morador está bem.
“A gente pergunta para onde ele está indo, ele responde que está indo trabalhar, olhar carros. Pela manhã ele passa em uma panificadora, toma café”, disse.
Fonte: G1 Goiás

