Um grupo suspeito de aplicar um golpe de milhões de reais no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo) foi alvo de uma operação, nesta segunda-feira (1º), em Goiânia. Os policiais cumpriram oito mandados judiciais de afastamento das funções públicas, quatro mandados de busca e apreensão e seis mandados de intimações simultâneas.
De acordo com a polícia, os alvos da operação Morfina são empregados do setor de tecnologia da informação da empresa GT1 Gestão e Tecnologia, que prestava serviços terceirizados pelo Ipasgo. As investigações apontaram que os suspeitos se valiam da função para praticar fraudes, que beneficiavam ilegalmente prestadores de serviços – como médicos, clínicas, laboratórios e hospitais.
A operação é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), com apoio da Superintendência de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (SCCCO). O grupo é investigado pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistemas de informações.
Nesta manhã, durante entrevista coletiva para divulgar o balanço do primeiro semestre da Segurança Pública em Goiás, o secretário Rodney Miranda disse que a investigação que resultou na operação Morfina vem sendo realizada “há algum tempo”. “Posso adiantar que os números, o rombo, é impressionante. Os trabalhos ainda estão em andamento e ainda não conseguimos fechar tudo que precisamos, mas hoje no meio da tarde iremos mostrar o organograma criminosos, onde nós chegamos e onde queremos chegar”, afirmou o titular da SSP-GO.
Procurada pela reportagem, a empresa GT1 Gestão e Tecnologia disse que ainda não foi notificada e aguarda mais informações para se pronunciar.
De acordo com a Polícia Civil, há indícios dos crimes também no interior do Estado.
Fonte: Jornal do vale