quarta-feira - 08 - julho - 2026

Mundo / EUA / Brasil / PCC / CV: Governo Trump considera “absurda” hipótese de ação militar no Brasil

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Porta-voz do Departamento de Estado americano rebateu declaração do chanceler Mauro Vieira

O chanceler brasileiro Mauro Vieira  • Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O governo dos Estados Unidos classificou como “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de ação militar americana no Brasil.

Em nota à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado americano rebateu o ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira e enviado à Câmara dos Deputados, em que o Itamaraty alerta para os riscos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

“Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas”, afirmou o porta-voz.

A nota também alega que as facções criminosas brasileiras agora operam em território americano e que, por isso, os Estados Unidos devem defender seu povo.

Por fim, o porta-voz rebate a hipótese levantada pelo chanceler brasileiro no ofício à Câmara: “Alegações vagas de intervenção servem, muitas vezes, de pretexto para auxiliar e acobertar alguns dos grupos mais violentos do mundo”.

O Itamaraty respondeu no dia 1° de julho a questionamentos da Câmara sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. O documento oficial alerta para possíveis implicações para os cidadãos brasileiros e para possibilidades de ação militar dos EUA no Brasil.

“Tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal. Finalmente, há a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, destaca a mensagem.

O ofício do chanceler brasileiro ainda argumenta que a classificação “não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento do crime organizado”, já que, para o governo brasileiro, a classificação das facções como organizações criminosas transnacionais já permitiria a cooperação no combate ao crime.

CNN entrou em contato com o Itamaraty para comentar a declaração do porta-voz do Departamento de Estado, mas ainda não obteve resposta.

 

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