Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Ação cumpre 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Alguns dos mandados são contra alvos já presos de SP.
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Megaoperação contra o PCC cumpre mais de 300 mandados em seis estados. — Foto: MPSC/Divulgação
Há 22 suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado de São Paulo que são alvos de uma operação do Ministério Público de Santa Catarina que aconteceu em seis estados brasileiros na manhã desta quarta-feira (1º).
A Justiça catarinense expediu mandados contra alvos já presos de São Paulo, em presídios tanto da capital, como a Penitenciária Feminina de Santana, no Carandiru, na Zona Norte, quando no interior, em penitenciárias de cidades como Lavínia, Potim e Irapuru.
Há alvos em sete presídios paulistas.
De acordo com promotores, alvos já presos terão as suas celas revistadas e será dada ciência de que há novos mandados de prisão contra eles.
O objetivo dos promotores é interromper a prática de crimes planejados ou ordenados por esses presos de dentro dos presídios. O principal crime sob investigação é organização criminosa, ligada ao tráfico de drogas.
Ao todo, o MP-SC cumpre 320 ordens judiciais – sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão) em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Segundo o órgão, a Operação Coluna Sul busca desarticular a atuação do PCC e é considerada a maior operação feita na história pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
De acordo com o MP-SC, o foco principal da operação é conter a capacidade de articulação dos investigados, que são suspeitos de crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo. A ação é um desdobramento direto das investigações iniciadas na Operação Maserati.
Em Santa Catarina, megaperação mobilizou 103 integrantes do Gaeco e aproximadamente 552 agentes de segurança pública, além de empregar 198 viaturas e dois helicópteros. Ao todo, foram montados cinco bases operacionais em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste.
Suspeito morreu em confronto durante megaoperação
No Paraná, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos assim que chegaram ao local de um dos alvos, o que deu início a um confronto armado. Os agentes reagiram para conter os suspeitos e garantir a segurança de todos. No tiroteio, um dos suspeitos, integrante da facção, acabou morrendo.
Todo o material recolhido com os suspeitos será enviado para a Polícia Científica, que fará as perícias necessárias para comprovar os crimes e garantir a validade de tudo o que foi apreendido. A investigação tramita em sigilo.
Operação Coluna Sul
O nome “Coluna Sul” foi adotado em razão de ser essa a designação utilizada pelo próprio para o conjunto formado pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país.
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