Mundo / China / Covardia: Cãozinho com milhares de seguidores na web é roubado e comido em um restaurante

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Border collie acompanhava seu tutor em viagens pela China e aparecia em vídeos em seu próprio perfil em uma rede social

Morte de Chutou expôs uma lacuna legal, pois a China não possui uma lei específica para a proteção de animais domésticos. Foto: Reprodução/Douyin

A história de Chutou, um border collie que encantava milhares de pessoas nas redes sociais, terminou de forma trágica ao ser morto para servir de comida em um restaurante na China. O animal foi roubado e vendido por 180 yuans (aproximadamente R$ 130) para um estabelecimento que oferece carne de cachorro.

Por quase nove anos, Chutou acompanhou seu tutor Guo pelos desertos e montanhas nevadas da China e aparecia em vídeos seguidos por milhões nas redes sociais. O border collie era uma celebridade com mais de 1,5 milhão de seguidores em um canal que seu dono havia criado para ele no Douyin, o equivalente chinês do TikTok.

O crime ocorreu em maio, na província chinesa de Henan, enquanto Guo realizava uma viagem ao exterior e o cão estava sob os cuidados de seus pais. Certa manhã, o pai de Guo trabalhava no campo, e o cachorro ficou parado à beira da estrada, vigiando o carro da família. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um casal em uma scooter elétrica pegou o animal à força, ignorando o fato de que ele usava coleira e um dispositivo de rastreamento.

Ao saber do desaparecimento, Guo interrompeu sua viagem e retornou à China. Durante dias, percorreu vilarejos, analisou imagens de vigilância e bateu de porta em porta fazendo perguntas até localizar os responsáveis. Ao encontrar o comerciante que havia comprado o cão, recebeu a notícia de que nada havia restado do animal, pois tudo já havia sido vendido ou descartado.

Segundo a investigação policial, três dias após o roubo, o cachorro foi vendido por 180 yuans para um restaurante de carne de cachorro, que o abateu para consumo. Os ladrões tentaram se justificar, alegando que pensavam tratar-se de um cachorro de rua, mas as evidências das imagens das câmeras de segurança desmentiram essa versão.

O país vive uma explosão do mercado de pets, com milhões de pessoas tratando animais como membros da família. No entanto, a proteção jurídica ainda não acompanhou essa nova realidade social.

A China não possui uma lei nacional específica para a proteção de animais domésticos. Legalmente, cães e gatos ainda são considerados “propriedade”, o que significa que o roubo ou morte de um animal de estimação costuma resultar apenas em disputas civis por indenização financeira, ignorando o vínculo emocional entre o tutor e o animal.

Em 2020, o Ministério da Agricultura removeu oficialmente os cães da lista de animais de criação, sinalizando que devem ser vistos como companheiros e não para consumo. Além disso, cidades como Shenzhen e Xangai proibiram explicitamente o consumo de carne de cachorro e gato.

No entanto, o comércio de carne de cachorro ainda persiste em certas áreas rurais, onde animais de estimação roubados acabam alimentando esse mercado.

Da Redação do Site do Jornal Espaço

Eu nem sei como me expressar diante de uma situação que é perturbadora que esse povo chinês vive sabe. É despresivel ver o ser humano, que é dotado de ‘inteligência’, fazer esse tipo de coisa e dizer que é normal. Infelizmente pessoas assim, que não são todas, não receberem uma punição a altura, por esse tipo de crime contra a humanidade. Muito triste. Mas Deus não está cego de não ver isso que o mundo está fazendo, e cada um vai comparecer um dia diante do Tribunal de Deus.

 

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