sexta-feira - 22 - maio - 2026

Mundo / EUA / Polônia / Rússia / Guerra: EUA anunciam envio de 5 mil soldados à Polônia após alerta de premiê sobre Rússia

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Donald Tusk disse que guerra na Ucrânia pode levar a Otan a ‘reagir com firmeza’. Decisão ocorre após críticas de Trump a aliados por apoio insuficiente contra o Irã.
Soldados dos EUA são vistos antes da cerimônia oficial de boas-vindas das tropas da OTAN em Orzysz, na Polônia, em 2017 — Foto: Wojtek Radwanski/AFP

Soldados dos EUA são vistos antes da cerimônia oficial de boas-vindas das tropas da OTAN em Orzysz, na Polônia, em 2017 — Foto: Wojtek Radwanski/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (21) o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia. Em uma rede social, Trump afirmou que a decisão é baseada na forte relação entre os dois países.

O anúncio ocorre após críticas frequentes de Trump a aliados europeus, principalmente pela avaliação do governo americano de que alguns países da Otan têm dado apoio insuficiente à ofensiva dos EUA contra o Irã.

“Com base na bem-sucedida eleição do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados para a Polônia”, publicou Trump.

A decisão também foi divulgada um dia depois de o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmar que a guerra da Rússia na Ucrânia pode levar a uma situação em que a Otan terá de “reagir com firmeza”.

Nesta sexta-feira (22), em um post na rede social X, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, comemorou a decisão do presidente norte-americano:

“Agradeço a todos os envolvidos nesta questão, ao Presidente (da Polónia) Nawrocki, aos ministros, aos congressistas e aos amigos da Polónia nos EUA pela sua eficácia e unidade de ação”.

Na terça-feira (19), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, havia dito a jornalistas que o envio de tropas americanas para a Polônia tinha sido adiado. A afirmação gerou um alerta dentro do governo polonês.

No dia seguinte, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, se reuniu com uma autoridade americana. Após o encontro, ele afirmou que os EUA não pretendiam reduzir a presença militar no território polonês.

A Polônia diz que se tornou alvo de espionagem e sabotagem russas por causa do papel central no envio de armas e suprimentos militares para a Ucrânia desde o início da invasão em larga escala promovida pela Rússia

O governo polonês planeja destinar 4,8% do PIB para defesa neste ano — o maior percentual entre os países da Otan — e costuma destacar que é um aliado fiel dos Estados Unidos.

Um funcionário americano ouvido pela Reuters sob condição de anonimato afirmou que a decisão sobre a Polônia pode fazer parte de uma solução temporária para permitir a redução do contingente militar dos EUA na Alemanha, onde há atualmente cerca de 35 mil soldados americanos.

No fim do ano passado, havia cerca de 85 mil soldados americanos posicionados em toda a Europa.

 

Sugestões de pautas ou denúncias é só enviar no e-mail: redacao@jornalespaco.com.br

Contatos de Reportagens e Marketing:

Números de celulares Whats Apps e seus e-mails respectivos

Celular WhatsApp (Claro): 62 9 9324-5038

jornalespacoc@hotmail.com

 

Celular Whats App (Tim): 62 9 8161-2938

 je.jornalespaco@gmail.com

jornalespacov@yahoo.com

 

Instagram: @Jornal Espaço