Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Para o ex-governador de Goiás, o cenário atual é “desafiador”
À CNN Brasil, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (22), que o grande desafio do Brasil é resolver o endividamento dos brasileiros.
“O desafio número um é o grau de endividamento da sociedade brasileira. O grau de endividamento do país elevando a sua dívida PIB (Produto Interno Bruto) a percentuais jamais vistos, hoje se aproximando de 80%. O FMI (Fundo Monetário Internacional) jogando para 100% a dívida do PIB”, afirmou Caiado ao CNN 360º.
A fala do pré-candidato faz referência ao último levantamento do Datafolha, que apontou que dois a cada três brasileiros (67%) possuem dívidas financeiras.
Além da economia, Caiado apontou que o país vive “uma desordem institucional muito grande” com casos de corrupção em todas as esferas políticas, principalmente no judiciário.
“Você vê um descalabo completo nessa parte da corrupção que hoje atinge todos os poderes da República, ou seja, mais no foco hoje a nível do problema do Supremo Tribunal Federal, mas não deixa de também resvalar dentro do Congresso, da casa do presidente, do executivo brasileiro.”
“Então você vê uma desordem institucional muito grande e uma falta de comando e de rumo para o país. Então acho que esse é o grande desafio, governar o país diante de uma crise que nós sabemos terão”, concluiu.
À CNN, Caiado diz que maior desafio “é ser conhecido”
Ex-governador de Goiás afirmou que sua experiência na política pode ser diferencial na Presidência da República
Ronaldo Caiado (PSD) • CNN
Questionado sobre seu diferencial em relação ao seu principal concorrente da direita, Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou à CNN Brasil nesta quarta-feira (22) que o maior desafio em sua campanha “é ser conhecido”.
“A maioria dos brasileiros não me conhece. Hoje, se você me perguntar: ‘Qual é o seu maior desafio, Caiado?’, é ser conhecido. E aí, quando me conhece, é igual música sertaneja: conheceu, é a mais cantada e a mais querida do Brasil”.
O político do PSD aposta em seus anos de experiência na política brasileira como um de seus pontos positivos na corrida pela vaga no Planalto: “Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Eu tenho uma história de vida, tenho seis mandatos no Congresso, tenho dois mandatos de governador, eu fui aprovado por 88%.”
Ainda durante a entrevista, Caiado também citou que as eleições deste ano não podem ser uma “revanche” — em referência ao pleito de 2022 entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
O pré-candidato se apresenta como uma alternativa às bolhas criadas na polarização do último pleito e acredita que, como uma terceira via, os argumentos durante a campanha podem sobressair os de seus possíveis adversários.
“Então, essa é uma opção que você vai ter argumentos, não é essa história de ‘você é contra A, B e C’, a eleição de 2026, ela não é uma eleição de revanche, não é revanche, é isso aí que temos que quebrar no Brasil. O Lula e o PL tentaram fazer só dois candidatos, para manter as duas bolhas preservadas. O PSD foi, abriu esse espaço e botou um candidato, o que eles assustaram, e isso aí está fora do script. Era para ter o segundo turno no primeiro turno, manter as duas bolhas.”
Na pesquisa eleitoral mais recente, divulgada no último sábado (18) pelo instituto Paraná Pesquisas, Caiado aparece em terceiro lugar nas intenções de voto no estado de São Paulo, com 2,9%, enquanto Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados, com 39,3% e 36%, respectivamente.
À CNN, Caiado propõe uso das Forças Armadas contra o crime organizado
Pré-candidato à Presidência disse ainda que vai classificar as facções criminosas como terroristas
Ronaldo Caiado (PSD) • CNN
“Vou poder colocar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica no combate àqueles que já se apoderaram não só do Rio de Janeiro e tantas cidades do Brasil, mas já se apoderaram da Amazônia na totalidade”, declarou Caiado ao CNN 360º.
Caiado destacou ainda que facções criminosas como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) serão “declaradas como terroristas”.
A fala ocorre em meio a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções criminosas como terroristas tem sido cogitada pelo governo de Donald Trump, e se tornou motivo de debates políticos no Brasil.
A medida, atualmente, é apoiada por políticos de direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e criticada pelo governo federal.
À CNN, ex-governador de Goiás declarou que fim da escala 6×1 não foi debatido corretamente
Caiado defende modelo de “hora trabalhada” como alternativa à PEC 6×1

Ronaldo Caiado (PSD) • CNN
Em entrevista à CNN Brasil, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu um modelo alternativo à escala de trabalho 6×1, hoje tema de bastante destaque no Congresso Nacional.
“Então, a tese que eu sempre defendi é uma tese no sentido de, você tende a esse segmento, mas acha que o Brasil também tem que experimentar um outro modelo”, afirmou Caiado ao CNN 360º.
“Aí sim, de hora trabalhada, porque o cidadão pode se dar o luxo de trabalhar três dias, ficar quatro sem trabalhar, ou ele pode trabalhar os sete de acordo com a disposição dele, isso é algo que você não pode inibir”, prosseguiu.
“Eu acho que você dá muito mais liberdade ao trabalhador e ao empresário do que você ter apenas uma alternativa para o país. Então, este modelo é o modelo que está sendo superado e o Brasil como tal está sempre em atraso nesses avanços que são estruturantes que nós precisamos caminhar para eles”, concluiu Caiado.
O ex-governador de Goiás mencionou ainda que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 não foi debatida de forma correta.
“Não foi aberto esse espaço para o debate. Desculpe. Você coloca um tema em que a proposta já está feita. Olha, eu vou garantir a você cinco por dois, ganhando o mesmo salário, e pergunto, qual é o deputado que vai votar contra? Qual é o senador que vai se posicionar contra?”, afirmou.
Caiado ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter discutido os atos antidemocráticos do 8 de janeiro “durante três anos” e não ter apresentado a proposta de alteração na escala de trabalho assim que foi eleito chefe do Executivo.
O que nós não podemos é ficar com o governo federal, que não trabalha durante três anos discutindo o 8 de janeiro, e quando chega, no último ano, aí ele fala, agora vamos colocar aqui o imposto de renda, vamos colocar agora aqui a matéria do 5×2.”
“Então, são coisas que você constrói no decorrer do tempo. Agora é algo que um presidente da República já deveria estar, com tudo isso, pautado no primeiro dia de eleito.”
PEC 6X1
Nesta quarta-feira (22), a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da câmara vota o relatório sobre o fim da escala 6×1. A PEC 8/2025, que trata do tema, já conta com parecer favorável do relator, Paulo Azi (União-BA), apresentado na semana passada.
O texto sugere uma redução na jornada de trabalho semanal sem alteração nos salários dos trabalhadores. O documento agrupa dois projetos. Um da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que determina a redução para 4 dias de trabalho por semana e 3 de descanso em uma jornada de 36 horas semanais. O outro, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), fala somente em uma redução da jornada para 36 horas semanais.
Lula gastou três anos discutindo 8 de Janeiro, diz Caiado à CNN
Pré-candidato diz que governo deveria priorizar pautas econômicas e tecnológicas
Ronaldo Caiado (PSD) • CNN
Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (22), o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que ele gastou três anos discutindo os atos de 8 de janeiro de 2023.
“O que nós não podemos é ficar como o governo federal, que não trabalha durante três anos discutindo o 8 de Janeiro, e quando chega no último ano, aí ele fala: ‘Agora vamos colocar aqui o imposto de renda, vamos colocar aqui a matéria do 5×2”, disse Caiado ao CNN 360º ao comentar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que discute o fim da escala de trabalho 6×1.
Segundo Caiado, essas pautas deveriam ter sido construídas ao longo do tempo e estabelecidas no primeiro dia de mandato. Ele também afirmou que o governo deveria ter priorizado temas como inteligência artificial e a exploração de terras raras no país.
“Sabia que o Brasil não tem legislação e nenhum marco regulatório para inteligência artificial? Goiás já tem há mais de um ano regulamentado. Agora quer polarizar comigo, quer discutir comigo sobre terras raras, pesadas, não sabia nem o que era isso. Então, em 2019, quando comecei o governo, eu já autorizei a exploração de terras raras. Aí veja bem o quanto eles são rasos no debate”, concluiu.
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