Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Autoridades apuram possíveis irregularidades após repercussão internacional nas redes
Reprodução/Instagram/julia.buruleva 
Elefante pintado de rosa causou polêmica na Índia
O uso de um elefante pintado de rosa em um ensaio fotográfico provocou forte repercussão e levou autoridades da Índia a abrirem investigação sobre o caso. As imagens, feitas na cidade de Jaipur, viralizaram nas redes sociais e desencadearam críticas de ativistas e internautas.
A responsável pelo ensaio é a fotógrafa russa Julia Buruleva, radicada em Barcelona. Ela utilizou um elefante de 65 anos, chamado Chanchal, que foi pintado de rosa para a produção artística realizada em novembro de 2025, durante uma expedição de seis semanas.
As fotografias mostram uma mulher, também pintada de rosa, sentada sobre o animal em um templo hindu abandonado. Embora tenham sido publicadas inicialmente em dezembro, as imagens só ganharam ampla repercussão meses depois, ao se tornarem virais.
A reação negativa foi imediata. Ativistas de defesa dos animais acusaram a fotógrafa de maus-tratos, e comentários nas redes sociais classificaram o trabalho como abuso. Entre as críticas mais curtidas, usuários afirmaram que a liberdade criativa não pode justificar práticas consideradas irresponsáveis.
Em resposta, Buruleva negou qualquer dano ao animal. Segundo ela, a tinta utilizada era natural, não tóxica e aplicada por um curto período. A fotógrafa afirmou ainda que o procedimento foi acompanhado pelo tratador responsável e que o elefante não apresentou sinais de estresse.
Ela também argumentou que a pintura de elefantes faz parte do contexto cultural local, sendo comum em cerimônias e no cotidiano de Jaipur. Para a artista, é necessário diferenciar situações de maus-tratos reais de interpretações baseadas em suposições.
O dono do animal, Shadik Khan, declarou que Chanchal não era mais utilizado para passeios e confirmou que a pintura foi feita com “kaccha gulal”, um pó de origem natural facilmente removido. Segundo ele, o ensaio durou cerca de dez minutos e o material foi lavado logo em seguida.
Khan informou ainda que o elefante morreu em fevereiro, por causas naturais associadas à idade. A fotógrafa disse ter sido comunicada sobre a morte e afirmou que não houve relação com o ensaio.
Apesar das explicações, organizações de proteção animal intensificaram as críticas e cobraram medidas mais rígidas. Para representantes do setor, o episódio evidencia a exploração de elefantes em cativeiro para fins turísticos na região.
Diante da repercussão, autoridades do departamento florestal indiano iniciaram uma apuração para verificar se houve autorização para o ensaio e se as normas de bem-estar animal foram respeitadas.
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