quarta-feira - 11 - fevereiro - 2026

Estados / Santa Catarina / Covardia / Caso Orelha: Suspeitos do crime, que estão nos EUA, podem ser internados a pedido da Justiça?

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

 

Morte do animal causou comoção nacional; quatro jovens já foram identificados pela polícia

Cão Orelha foi agredido com pauladas e não resistiu aos ferimentos. Foto: Reprodução

 

O cão comunitário Orelha, de 10 anos de idade, foi encontrado agonizante e não resistiu devido à gravidade de suas lesões. A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte.

Nesta segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.

O que se sabe sobre o crime?

De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.

Quem são os suspeitos?

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido de forma violenta com intuito de causar sua morte. Na segunda-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, mas ninguém foi detido. Celulares e notebooks foram apreendidos.

Alguém já foi indiciado?

A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 27, que três homens foram indiciados por coação de testemunha no caso. Os três indiciados são familiares dos adolescentes.

Foram abertos dois inquéritos sobre o caso: um sobre a morte do animal e outro pelo crime de coação. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação.

O que dizem as defesas?

As defesas dos adolescentes e dos indiciados não foram localizadas pelo Estadão.

Adolescentes já foram ouvidos?

Dois dos quatro adolescentes suspeitos de torturar e matar o cão Orelha estão em viagem aos Estados Unidos.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens estava pré-programada e eles devem retornar ao Brasil na próxima semana.

“Dois adolescentes foram alvos de busca e outros dois estão nos Estados Unidos e foram para lá em viagem, que, segundo consta, era pré-programada e estão retornando na próxima semana”, diz o delegado.

O que pode acontecer com os adolescentes?

Os adolescentes suspeitos de terem agredido e causado a morte do cão Orelha, na região da Praia Brava, em Florianópolis, não podem ser presos pelo crime.

Segundo especialistas, embora o caso cause grande comoção, por serem menores de idade, eles estão sujeitos a medidas socioeducativas, diferentes da prisão.

Entretanto, a Justiça pode considerar a gravidade do caso e até determinar uma possível internação em estabelecimento educacional por um prazo máximo de 3 anos.

De acordo com o advogado Enzo Fachini, mestre em Direito Penal Econômico pela Fundação Getúlio Vargas, por se tratar de adolescentes, os suspeitos não estão sujeitos a penas criminais, como prisão.

“Se comprovada a prática de maus-tratos que resultaram na morte do animal, o fato é tratado como ato infracional, e os adolescentes podem ser submetidos a medidas socioeducativas”, diz.

Essas medidas, segundo ele, são aplicadas pela Justiça conforme a gravidade do caso e participação individual de cada adolescente.

“Elas podem variar desde advertência, prestação de serviços à comunidade até, nos casos mais graves, internação em estabelecimento educacional, até o prazo máximo de três anos”, explica.

O delegado Gustavo Mesquita, professor de criminologia da Academia de Polícia Civil do Estado de São Paulo, diz que o fato configura o crime de maus tratos a animal em sua forma qualificada, quando há violência, crueldade e resultado morte. “Trata-se da forma mais grave do delito e (a lei) foi criada exatamente para romper com a cultura de impunidade nesses casos.”

O que dizem as autoridades de Santa Catarina?

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais no domingo (25), que determinou a investigação imediata do crime.

“Na sexta-feira, 16, tomei conhecimento do caso do cãozinho comunitário Orelha. Determinei ao delegado-geral a investigação imediata. A nossa polícia civil fez diligências, colheu provas e solicitou à justiça mandados, alguns dias após início da investigação. A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago”, escreveu.

Repercussão e ameaças

Um casal catarinense registrou boletim de ocorrência por sofrer ameaças de morte após ser confundido com os pais de um dos adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha.

Desde que o caso ganhou projeção e repercussão em todo o País, perfis nas redes sociais passaram a associar a advogada Cynthia Ambrogini e o médico Alberto Ambrogini como responsáveis por um dos jovens investigados pelo ataque ao cachorro.

Os dois, no entanto, não possuem qualquer relação com os jovens apontados. O casal passou a receber ataques e ameaças públicas e privadas. Assustados com a falsa narrativa construída em torno de seus nomes, procuraram a Polícia Civil de Santa Catarina para registrar um boletim de ocorrência contra mais de 100 perfis. Foram identificados perfis de professores, empresários, funcionários públicos e influenciadores.

Da Redação do Site do Jornal Espaço

Eu não sei mais o que dizer sobre a humanidade, claro, não são todos, mas os bons sempre sofrem juntos, pelas más condutas covardes dos maus. Eu acredito que isso não vai acabar nunca, porque são atitudes impensadas, como foi a desses adolescentes, o que não pode ficar sem punição, para servir de exemplo, mas… Eu quero só alertar aos pais desses jovens infratores que, em muitos casos parecidos com esse do cão Orelha, os mesmos pais que defenderam seus filhos, num tempo não muito distante, esses mesmos pais foram mortos pelos próprios filhos. O que eu quero dizer com isso, é que se um filho transgride as leis de forma brutal, como foi o caso do cão Orelha, o infrator, ou infratores, não importa se é menor, deve sim pagar com a devida correção. Violência atrai mais violência.

Um caso bastante parecido, mas com outro grau de crueldade, aconteceu na semana passada aqui em Goiás, na cidade de Ceres. A vítima foi a minha própria irmã, Sônia, que teve vários dos seus gatinhos, inclusive filhotes mortos por envenenamento. Segundo ela pela manhã, acordou e como de sempre faz, e foi colocar a comida dos animaizinhos, quando notou que o filhote estava já esperneando; tadinho, ela informou também que o gatinho vivia atrás dela, aonde ela ia. Faz dó. E logo após notou outros cinco gatos adultos todos mortos, envenenados por um rato morto, que jogado com veneno próximo a nossa casa, para os gatos comerem. Ninguém aparece para dar suporte para castrar ou cuidar dos gatos, até a prefeitura do município omite ajuda; ninguém traz um saco de ração sequer para ajudar, salvo uma senhora vizinha que sempre para o carro, e dá comida para os gatinhos, conforme minha irmã me relatou. E só sobra para a minha irmã Sônia, que tira do seu bolso, para comprar os sacos e mais sacos de ração para os gatinhos. Sem falar no trabalho que dá para cuidar de tantos gatinhos, pois ela já buscou ajuda para adoção, mas segundo ela está difícil encontrar um lar para os gatinhos. E ela disse que não tem coragem de largar os gatinhos abandonados. “Jamais faria isso.” Disse. Nisso vem o diabo em forma de gente, para fazer tamanha injustiça. É uma maldição que esse povo carrega viu. E sem falar que ela, a minha irmã Sônia, quase morre envenenada também, ao ajudar o filhote, que morreu nos seus braços, porque ela, a minha irmã Sônia, sem saber o que estava acontecendo, pegou o filhote envenenado com as mãos para dar medicamento e conseguir salvar a vida do gatinho, mas não foi possível. Ou seja, poderia ter acontecido um assassinato de um ser humano também nesse caso. Então fica aqui a minha indignação e repúdio, pelo descaso das autoridades, dos municípios, dos estados, das nações dessa Terra, que não buscam cuidar dos nossos animais. São seres vivos, que Deus condena maus tratos dessas criaturas de Deus. São um bando de covardes, que terão de Deus, a sua sentença, se não se arrependerem do que fizeram e se voltar para Deus, vão pagar caro. É lógico que quem planta o mal colhe os seus frutos. Todo aquele que faz o mal, vai ter de pagar o mal que fez, mesmo se arrependendo, porque não pense você que mesmo se convertendo, arrependendo, e se voltando para Deus; Ele perdoa, mas a pessoa sempre paga pelo mal que fez.

 

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