Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Os dados do observatório do clima europeu Copernicus confirmam que as temperaturas mundiais excederão em 1,5ºC os níveis pré-industriais, o limite considerado seguro pelo Acordo de Paris de 2015
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As temperaturas subiram, em média, 1,48ºC entre janeiro e novembro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ano de 2025 deve ser o segundo mais quente já registrado, empatado com 2023, após o recorde histórico de 2024, informou nesta terça-feira (9) o observatório do clima europeu Copernicus.
Os dados do observatório europeu confirmam que as temperaturas mundiais excederão em 1,5ºC os níveis pré-industriais, o limite considerado seguro pelo Acordo de Paris de 2015.
As temperaturas subiram, em média, 1,48ºC entre janeiro e novembro, ou “atualmente empatado com 2023 como o segundo ano mais quente já registrado”, segundo a atualização mensal do observatório.
“A média de três anos para 2023-2025 está a caminho de superar 1,5ºC pela primeira vez”, afirmou em comunicado Samantha Burgess, estrategista climática do Copernicus.
“Estes marcos não são abstratos, refletem o ritmo acelerado das mudanças climáticas e a única forma de mitigar futuros aumentos de temperatura é reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa”, acrescentou.
O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, alertou em outubro que o mundo não conseguiria manter o aquecimento abaixo de 1,5ºC nos próximos anos. O mês passado foi o terceiro novembro mais quente já registrado, com a média de 1,54ºC acima dos níveis pré-industriais, segundo o Copernicus.
“O mês foi marcado por vários eventos climáticos extremos, incluindo ciclones tropicais no sudeste asiático, que provocaram inundações extensas e catastróficas e perdas de vidas”, indicou o observatório.
As Filipinas foram atingidas por tufões consecutivos que mataram quase 260 pessoas em novembro, enquanto Indonésia, Sri Lanka, Tailândia e Malásia sofreram inundações mortais em dezembro. O Copernicus faz suas medições com bilhões de leituras de satélite e de dados meteorológicos, tanto em terra como no mar, e seus dados remontam a 1940.
AFP
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