terça-feira - 21 - abril - 2026

Brasil / Dignidade / Moradias Precárias: Brasileiros em moradias precárias somam 2,5 milhões, mostra Censo 2022 do IBGE

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Foto: Agência Brasil

 

Tipos mais precários de habitações do país, os domicílios com paredes de madeira reaproveitada de tapumes, andaimes, embalagens e outros materiais e as casas de taipa sem revestimento ainda abrigam cerca de 2,5 milhões de brasileiros, segundo dados do Censo 2022 do IBGE divulgados nesta quinta-feira (12/12/24).

Dados sobre as características dos municípios também mostram que pessoas pretas e pardas são, proporcionalmente, maioria entre os residentes em domicílios com indicadores de precariedade.

Além do tipo de revestimento das paredes, também são sinais de precariedade a existência de mais de dois moradores por dormitório e a ausência de máquina de lavar roupas e de internet na habitação.

Em declínio no país, as casas de taipa sem revestimento são as mais comuns entre os domicílios precários. Cerca de 1,3 milhão de pessoas vivem nesse tipo de domicílio, o equivalente a 0,6% da população. No ano de 2010, penúltimo levantamento realizado pelo IBGE, esse tipo de domicílio servia a 1,01% da população.

Técnica milenar que consiste no fechamento com barro cru e palha da trama de galhos e gravetos que formam as paredes, a taipa foi amplamente utilizada no período colonial. Mas nem todas as casas que utilizam esse sistema são precárias.

Enquadram-se mais frequentemente no critério de precariedade as casas especificamente chamadas de pau a pique ou taipa de mão, cuja compactação do barro é feita com as mãos.

Taipa sem revestimento é o tipo de moradia de mais de 25% dos habitantes em nove municípios, sendo oito deles no Maranhão.

Já as moradias feitas com madeira reaproveitada e embalagem, também consideradas precárias, servem de lar para cerca de 285 mil pessoas no país, ou 0,1% da população. Ainda há aproximadamente 960 mil pessoas em habitações com outros materiais também considerados precários.

Quando se olha para quem vive dentro das casas cujo material das paredes não conta com revestimento, o que se observa é a desigualdade por cor ou raça, segundo critérios utilizados pelo IBGE.

Vive neste tipo de domicílio 14,1% da população autodeclarada preta e 15,1% da parda. Entre brancos e amarelos, as proporções caem para 10% e 5,2%, respectivamente.

Cerca de 56% da população indígena vive em domicílios que possuem paredes com materiais diferentes de alvenaria ou taipa revestida. Isso não significa necessariamente que este grupo deva ser enquadrado como domiciliado em condição precária ou que demande política pública, dadas características culturais que diferenciam o modo de vida dessa parte da população.

Casas de alvenaria, mesmo que sem revestimento nas paredes, não são consideradas precárias. É nesse tipo de domicílio que vivem 7,6% dos residentes do país.

Casas com paredes revestidas, sejam elas de alvenaria ou até mesmo de taipa, foram o tipo mais amplo de domicílios registrados no país em 2022. É neste tipo de construção em que 87% da população reside.

Os dados do Censo também revelam aumento proporcional da população vivendo em habitações de qualidade. Em 2010, as pessoas vivendo em casas com paredes revestidas representavam 79% dos residentes no país.

O consistente avanço das moradias mais estruturadas é, na avaliação do analista do IBGE Bruno Perez, um dos indicadores que mais chama a atenção entre os dados divulgados nesta sexta. “Nós observamos uma evolução no sentido de haver mais estrutura quanto às habitações”, diz.

Da Redação do Site do Jornal Espaço

É complexo. Muito complexo esse tratamento não só com as pessoas mais carentes no Brasil, mas de toda humanidade. Porque por um lado Deus nos exorta; quem quer comer trabalhe. O justo viverá do seu trabalho, da sua fidelidade, mas por outro lado, vem o amor ao próximo, que o Filho de Deus, Jesus Cristo diz que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos, e que ninguém deixe de ajudar ao seu próximo a quem estiver caído. Infelizmente a ordem do Criador, não condiz com o que os governantes deste mundo vem realizando. Muitos se elegem com palavras que tocam no coração do ser humano que está sedento, não de Deus, mas de saciarem sua fome e frio, o que não é errado, o que é errado são essas pessoas se dobrarem a esses lobos em pele de ovelhas que quando chegam ao poder, e só pensam em si, com um outro tipo de palavra; de que não dá, que o orçamento não dá, que a arrecadação é pouca, e etc. etc. etc.; como se não soubessem disso a muito, pois a maioria desses já estão aí a muito, na busca do poder, mas aproveitam da falta de conhecimento das pessoas, e quer saber, todos nós na verdade somos covardes de nós mesmos. Vocês sabem muito bem o que eu estou querendo dizer, pois se existir, em toda humanidade, falando com toda sinceridade, devem existir um ou dois apenas que não se dobram a dizer não, a corrupção, e a prostituição do ser em termos de vida. A pobreza não é a da carne, mas do espírito, a da de dizer não, mesmo que vá doer a alma; mesmo que falte o que comer, mesmo que devamos que comer capim. O que é mais triste nisso é que no mundo, somos impossibilitado de dizer não ao poder que comanda o sistema, a corrupção. E nós os que não se dobram a isso ficamos paralisados de dizer: “não eu não quero receber apenas isso, porque o meu salário merece ser esse, diante do trabalho que eu fiz;” infelizmente, porque se dizermos não a isso, passamos necessidades, não damos conta de pagar as contas, por mais fiéis que sejamos, não conseguimos. Nesses tempos o poder da corrupção, por ser supremo a realidade da vida de hoje, nos escraviza.

 

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