quinta-feira - 30 - abril - 2026

Cidades / Goiânia / Legislativo / Edital Suspeito: Romário Policarpo pede esclarecimentos de licitação de quase R$ 300 milhões para instalação de radares em Goiânia

Vereador Romário Policarpo (à dir.): “O contrato ficou mais caro do que era, com uma tecnologia ainda antiga” // Foto: Reprodução/Internet

 

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do jornal Espaço

 

Segundo o presidente da Câmara Municipal, o edital da licitação é similar ao de um processo de licitação realizado em Rondonópolis, no Mato Grosso, sob investigação da Justiça

O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota), apresentou requerimento à prefeitura com a solicitação de cópias dos autos do processo de licitação, no valor de quase R$ 300 milhões, para instalação de radares nas vias da capital. Segundo o vereador, o edital é similar ao de um processo de licitação realizado em Rondonópolis, no Mato Grosso, sob investigação da Justiça.

“Tomei conhecimento do processo de licitação pela imprensa e percebi que o processo é uma cópia (copia e cola), inclusive mantendo as vírgulas no mesmo local, de um edital feito em Rondonópolis, que a Justiça pede a suspensão desse contrato”, comentou Policarpo durante a sessão plenária desta quarta-feira (01/03).

O vereador disse que recebeu cópia de parecer do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás pedindo a retirada de itens do edital, “por suposto direcionamento”. A exigência desses itens considerados desnecessários pode indicar direcionamento da concorrência, para beneficiar determinado participante.

“Contrato de quase R$ 300 milhões rodando. Eu acho que a Câmara precisa saber qual é o problema com esse contrato”, frisou.

Além disso, o presidente da Câmara destacou que está prevista, no edital a utilização de tecnologia ultrapassada para o funcionamento dos equipamentos e, apesar disso, o serviço custará mais caro aos cofres públicos que o contrato anterior.

“Não quero acreditar que da forma que o edital está possa favorecer empresa A ou B. Na verdade, o contrato ficou mais caro do que era, com uma tecnologia ainda antiga”, comentou.

“Espero que a prefeitura responda de forma rápida e objetiva”, concluiu Policarpo.

 

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