
Pesquisa foi realizada em 15 estabelecimentos com mais de 30 produtos | Foto: Divulgação Procon Goiás
Nos últimos dois anos, a cesta básica ficou 57,22% mais cara e poder de compra do consumidor diminuiu
Um levantamento realizado pelo Procon Goiás constatou que os preços dos itens que compõem a cesta básica aumentaram em até 186% desde o início da pandemia. A pesquisa foi realizada com 37 itens em 15 estabelecimentos, no período de 14 a 17 de março de 2022, considerando as diferentes marcas e apontou alta acumulada dos alimentos desde o início da pandemia.
O óleo de soja foi o que mais encareceu, segundo o Procon Goiás, com aumento de 186%. Em seguida o café em pó de 500g, que elevou o preço em 144%. A análise também apontou que o quilo do tomate ficou 117% mais caro nos últimos 2 anos. Já a batata inglesa subiu 80,37%.
Publicidade
Continuação da Matéria
Ainda de acordo com o órgão fiscalizador, no geral, o aumento médio da cesta básica nos últimos 24 meses foi de 57,22%.
Além disso, a pesquisa também verificou que o poder de compra do consumidor diminuiu nos últimos anos. Isso porque para um trabalhador que recebe apenas o salário mínimo de R$ 1.212, o comprometimento mensal com a cesta básica de R$ 670,68 é de 55,34%.
“Nos últimos dois anos, verificou-se uma perda no poder de compra do trabalhador, pois enquanto neste período o salário mínimo teve reajuste de 15,98%, os itens que compõem a cesta básica tiveram acréscimo de 57,22% na média geral”, informa o Procon.
O órgão faz o alerta ainda para que o consumidor fique atento às diferenças nos preços.
“Quando se trata de variação de preços, uma das vilãs reveladas pelo levantamento foi a banana prata, cujo quilo foi encontrado de R$ 2,95 até R$ 9,99”, comenta.
Faça uma lista dos produtos a serem adquiridos, iniciando pelos itens essenciais, orienta o Procon

O Procon Goiás recomenda que o consumidor estabeleça previamente, de acordo com seu orçamento doméstico, o limite que poderá ser gasto na compra em supermercado. Depois, faça uma lista dos produtos a serem adquiridos, iniciando pelos itens essenciais e em seguida, os itens que podem ficar de fora caso seja necessário.
Com a ajuda de uma calculadora, após avaliar preços e marcas diferentes, vá colocando no carrinho e fazendo as contas. Desta forma, após adquirir os produtos essenciais, saberá quanto ainda poderá gastar com os produtos não essenciais. Essa prática, além de auxiliar na conferência dos preços lançados no caixa, também evitará extrapolar o valor previamente estabelecido.
Continuação da Matéria
“Dentro do supermercado, faça um roteiro. Isso ajuda a organizar o carrinho e, principalmente, a economizar. Compare os preços dos produtos entre as várias marcas, observando peso ou quantidade, data de fabricação e prazo de validade. Analise sempre as ofertas do tipo “leve3 e pague 2”, se realmente são reais e lucrativas. Pois não adianta levar, por exemplo, mais gelatina ou chá pra casa, se você já os tem em boa quantidade”, recomenda o órgão.
No caso de compras de produtos em grande quantidades como pacotes de macarrão instantâneo, por exemplo, é preciso ficar atento à data de validade, principalmente nos produtos que estão no meio do pacote.
“Caso não esteja atento, poderá levar pra casa produtos com prazo de validade muito curto ou até mesmo com prazo de validade vencido”, explica o Procon.
Já no caso de produtos congelados cujas embalagens de papelão estejam com bolhas, manchas ou danificadas, o órgão alerta que isso denuncia mercadoria estragada, devido ao manuseio e a flutuação da temperatura.
“Também não aceite embalagens que se apresentam com bloquinhos de gelo na superfície e verifique se há sinais de umidade próximo ao freezer, pois isso pode ser um indicativo de que o mesmo foi desligado ou teve a temperatura reduzida durante a madrugada, o que pode acabar comprometendo a qualidade do produto”, lembra.


Por: Marcelo José de Sá – Editor-Presidente e Diretor-Geral do Site do jornal Espaço