quarta-feira - 29 - abril - 2026

Covid-19: Ministro da saúde diz que vai lançar protocolo para uso de cloroquina

O ministro revelou que vai lançar um novo protocolo com orientações sobre substâncias usadas por profissionais de saúde no País contra a Covid-19

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, revelou em entrevista ao jornal “O Globo”, publicada nessa sexta-feira (23), que vai lançar um novo protocolo com orientações sobre substâncias usadas por profissionais de saúde no País contra a Covid-19, incluindo cloroquina e ivermectina.

Durante a entrevista, o ministro relatou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) analisa os fármacos utilizados, mesmo sem eficácia comprovada, no tratamento da doença.

“Hoje há consenso amplo de que essa medicação em pacientes com Covid-19 grave, em grau avançado, não tem ação, embora em pacientes no estágio inicial, existem alguns estudos observacionais que mostram alguns benefícios desses dois fármacos”, afirma Marcelo Queiroga.

Defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o chamado ‘tratamento precoce‘ é um tema bastante discutido pela ala do governo, tendo sido, inclusive, o motivo de demissão de outros ministros da Saúde, como Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

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A demissão aconteceu porque esses ex-ministros não eram a favor do uso desses medicamentos, visto que estudos apontam a ineficácia dos medicamentos contra a doença. Além disso, no Brasil, já foram registradas mortes pelo uso dos remédios, conforme publicou recentemente o Brasil123.

Na contramão do que dizem os estudos, Marcelo Queiroga citou, durante entrevista ao “O Globo”, algumas análises observacionais, método científico não seguro.

“Tem vários estudos. Não vou nominar. São estudos observacionais. Os melhores estudos são os estudos randomizados, tá?”, justifica o ministro. “Estudos observacionais são evidências mais fracas, ‘nível C’. Mas não quer dizer que não possam ser empregadas”, completa.

CPI da Covid-19

Durante a entrevista, ele também foi questionado sobre a CPI da Covid-19, criada pelo Senado Federal para investigar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. De acordo com o ministro, não há o que temer. “Minha preocupação é com CTI, não com CPI”, disse.

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Em outro momento, ele disse que o atraso da imunização no país acontece por conta do protocolo de aprovação de vacinas.

“O que houve não é uma questão do governo, é algo relacionado ao estado brasileiro. O Ministério da Saúde não pode interferir na atuação regulatória da Anvisa Anvisa. Uma vez que a Anvisa autoriza, e a gente vai para a quarta fase, nós observamos aspectos relacionados à segurança dessas vacinas, a sua efetividade contra as variantes desse vírus. Para mim, a questão ocorreu de maneira natural.”