domingo - 29 - março - 2026

Eleições: Adversários de Caiado ensaiam primeiros passos para 2022

Em eventual inviabilidade da candidatura do prefeito Gustavo Mendanha (Aparecida), o empresário Jânio Darrot (Patriota) e o presidente da FIEG, Sandro Mabel, aparecem bem cotados para que um deles seja escalado para a missão – (montagem Portal Goiás 360).  

Em crise de nomes para a missão, prefeito de aparecida Gustavo Mendanha e Sandro Mabel e Jânio Darrot são lembrados para que um deles seja escolhido

Alguns nomes da política estadual vêm conversando sobre a estruturação de um projeto político-eleitoral, para enfrentar o governador Ronaldo Caiado (DEM), como provável candidato à reeleição em 2022. Dentre os integrantes do grupo, destaqueses para presidente da FIEG, Sandro Mabel, o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), deputados federais professor Alcides (PP) e Magda Mofato (PL) e o PSD cujo presidente Vilmar Rocha tem feito declarações de o partido não tem compromisso fechado com nenhum dos lados, que vai tomar posição até o fim de março do ano que vem. Mas daqui até lá, conforme Vilmar, o partido estará aberto para conversar todos os partidos, tanto na oposição quanto com a situação.

No caso do PSD, há um compromisso firmado pelo senador Vanderlan Cardoso de apoiar a candidatura à reeleição do governador Ronaldo Caiado em 2022, já reiterado pelo próprio senador por várias vezes. O acordo foi pactuado por ocasião da definição das candidaturas a prefeito de Goiânia, em 2020, quando o democrata apoiou a candidatura de Vanderlan para a prefeitura.

Há também o fator Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil nos dois governos do ex-presidente Lula, no período de 2003 – 2010, que logo após se filiar no PSD de Goiás há pouco mais de um mês, manifestou o interesse em disputar eleição para o Senado, pela chapa liderada pelo governador Ronaldo Caiado.

Nome para o governo

Em princípio o nome cogitado deste grupo de líderes políticos para ser o candidato a governador é o de Gustavo Mendanha. Entretanto o próprio filho do saudoso Léo Mendanha enfrenta dificuldades no atendimento a esta solicitação. Em primeiro lugar pelo fato de que este início de segundo mandato de prefeito ainda não estaria conseguindo corresponder às expectativas da população, com a administração ainda sem conseguir dizer a que veio.

As reclamações estariam se avolumando. Outra questão é o fato de que o prefeito Léo Mendanha e o vice não estariam “rezando na mesma cartilha”. Há rumores na prefeitura aparecidense de que Gustavo não tem confiança de entregar a prefeitura para o vice, por dois motivos: a falta de melhor preparo para comandar a administração nos dois últimos 2 anos e 9 meses e a relação estremecida entre eles.

Outra opção do grupo para disputar o governo seria o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que por sua vez vem deixando claro que o seu projeto para 2022 é tentar se eleger para a Câmara Federal. Ressalve-se que em tese, o tucano corre o risco de ter a candidatura barrada pela lei da ficha limpa na eleição do próximo ano, na hipótese de ele vir a ter condenação judicial confirmada em segunda instância, em alguma das ações que tramitam na Justiça.

Neste caso, há ainda dois nomes lembrados para serem escalados para cumprir tal missão pela oposição, que são o ex-prefeito de trindade, Jânio Darrot (Patriota) e o ex-deputado Sandro Mabel, ambos já com experiência política de mandatos eletivos exercidos: Darrot foi também deputado estadual e Sandro Mabel foi candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, em 1992, quando perdeu para Darci Accorsi (PT) e se elegeu para a Câmara Federal, em mais de um mandato. Atualmente, Mabel é presidente da FIEG. A  exemplo do ex-governador Marconi, Mabel também estaria mais interessado em disputar a eleição para a Câmara dos Deputados. Isso, no entanto, não o não impede de ser tentado a mudar de ideia e aceitar a missão.

Se do lado dos adversários do governador faltam nomes para compor a chapa majoritária, do lado do democrata ocorre o contrário, porque há excesso de pretendentes. Isso se dá, naturalmente pelo entendimento geral de que Caiado vem fazendo um bom governo de acordo com as possibilidades.

O seu empenho na condução das questões da pandemia é reconhecido pela grande maioria da população, segundo as últimas pesquisas divulgadas sobre o tema. E os poucos recursos disponíveis vêm sendo usado em obras de manutenção e restauração de rodovias e de prédios públicos, como escolas, segurança pública e saúde.

Há que se destacarem também os recursos destinados a socorrer aos pequenos e microempreendedores a taxa de juro zero, para que consigam suportar o impacto nos negócios, provocados pela pandemia, bem como a aquisição de cestas básicas para distribuir a famílias carentes.

Mas o governador possui uma característica no currículo político que é a mais lembrada, com a maioria das lideranças políticas com as quais se conversa sobre política e eleições: “O Caiado é honesto e não aceita práticas de corrupção no seu governo”.