sexta-feira - 21 - agosto - 2026

Trotes representaram 7,5% das ligações para o Samu em 2017

Porcentagem é uma das menores dos últimos anos

Das 74 mil chamadas mensais recebidas pelo número de emergência 192 no ano passado, 7,5% foram consideradas trotes ou ligações falsas. O índice é avaliado como satisfatório pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Secretaria de Saúde.

Levantamento do Samu indica que, em 2017, o número 192 recebeu 898.264 ligações. Desse montante, 67.819 foram indevidas ou falsas.

Em comparação com 2016, a média se manteve estável. Do total de 908.788 chamadas feitas naquele ano, 64.150 foram consideradas trotes ou falsas, o que representou 7,05%.

Segundo o chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu, Tiago Vaz, a quantidade de trotes em 2017 pode ser equiparada à média recebida pelos serviços internacionais de atendimento pré-hospitalar. “Antes, chegava a 70% de ligações indevidas ou falsas. Essa era nossa média. Com o passar dos anos verificamos tendência de queda nos índices”, comentou.

CONSCIENTIZAÇÃO – Para o diretor do Samu, Rafael Vinhal, os esclarecimentos prestados à sociedade sobre a importância do atendimento móvel, junto com todo o processo de conscientização exercitado nessas iniciativas, foram importantes para a redução dos trotes.

“A própria divulgação que o Samu faz dentro das comunidades, e o projeto Samuzinho, de trabalhar com a educação popular em saúde nas escolas, foram essenciais. Já considero esse resultado muito satisfatório”, ressaltou Vinhal.

Na visão da responsável pela equipe de enfermagem da Central de Regulação e Urgências do Samu, Bárbara de Brito, quanto maior for a divulgação sobre como o serviço 192 funciona, menores serão os índices de trotes.

“Já tivemos situações de receber mais de 10 mil ligações de trotes da mesma pessoa. Em outros casos, já enviamos viaturas para o local, perdendo tempo e prejudicando outros atendimentos. Mas isso não se vê mais porque as pessoas estão mais conscientes da importância do nosso trabalho”, lembrou Bárbara.

ATENDIMENTO – Atualmente, o Samu conta com cerca de 20 profissionais para ajudar no atendimento das ligações, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros, equipe de saúde mental e terceirizados.

O atendimento inicial é feito pelos terceirizados, que fazem a triagem preliminar das ligações. Há chance de identificar um trote ou falsa ligação já nesse primeiro momento. Médicos e demais enfermeiros, para quem as ligações são repassadas após o atendimento inicial, também possuem treinamento para identificar uma chamada indevida.

 

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal

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