Polícia / Cidades / Anápolis / Investigação: Clientes chegam ao aeroporto para viajar ao exterior e descobrem que passagens não existiam; agência de Anápolis é investigada

Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço

Empresa oferecia viagens para destinos como Grécia, Maldivas e Austrália com preços abaixo do mercado. Polícia Civil recebeu denúncias de 40 pessoas e apura suspeita de estelionato

aeroporto, agênciaÁrea de embarque em Aeroporto. (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

Uma agência de turismo de Anápolis está sendo investigada pela Polícia Civil (PC) após clientes chegarem ao aeroporto e descobrirem que não conseguiam embarcar, ou porque o bilhete não existia ou por ter sido cancelado.

As passagens para destinos internacionais eram vendidas com desconto, saindo a preços abaixo do que costuma ser encontrado no mercado. Entre as rotas, estavam bilhetes para a Grécia, Ilhas Maldivas e Austrália.

A surpresa acontecia quando o passeio já estava planejado. Pelo menos 40 pessoas já entraram em contato com a PC, que apura a prática de estelionato.

O delegado Raphael Barboza, da Central de Flagrantes de Anápolis, afirmou à TV Record que o ocorrido se assemelha a um esquema de pirâmide. “Entregou as primeiras viagens, e as outras, não”, relatou.

Para ele, chama atenção a forma de a agência negociar com os clientes, “tentando ganhar tempo e prazo”, o que poderia ser sinal de um golpe.

Segundo repercutido pela emissora, dois moradores do Ceará acabaram perdendo R$ 26 mil com passagens para a Europa.

No caso de uma agência de turismo da Austrália, que se associava à goiana, o prejuízo é estimado em R$ 500 mil. Isso porque precisava cobrir os bilhetes dos consumidores que não conseguiam realizar o embarque.

Em vídeo, a proprietária da empresa de Anápolis afirmou que “não se trata de um golpe. Tratam-se de dívidas. Eu deixo muito claro para todas as agências que foram prejudicadas pelo meu erro, pela minha falta de responsabilidade, que elas vão ser reembolsadas”.

O Portal 6 buscou contato com o advogado que representa uma das vítimas. Ele afirmou que o caso tramita sob segredo de Justiça, mas que já fez alguns requerimentos e que em breve haverá novas atualizações.

Com informações do Portal 6

 

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