Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
Encontro entre as duas potências mundiais reafirmou a importância do estreito de Ormuz para o fluxo de energia global
O ministro Israel Katz destacou a necessidade de eliminar a ‘ameaça existencial’ representada pelo Irã. Foto: Reuters – 18.03.2026
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (14) que o país está preparado para voltar a agir militarmente contra o Irã, apesar dos “golpes extremamente severos” impostos a Teerã no último ano.
As declarações foram feitas em meio aos esforços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e China sobre o programa nuclear iraniano e a segurança no estreito de Ormuz.
“O Irã sofreu golpes extremamente severos no último ano — e, ainda assim, nossa missão não terminou. Precisamos completar os objetivos da campanha”, disse Katz, segundo a agência Baha.
“Como eu disse no passado, estamos preparados para a possibilidade de que em breve sejamos obrigados a agir novamente para garantir a realização desses objetivos”, acrescentou.
Katz já havia afirmado anteriormente que Israel apoia os esforços diplomáticos de Washington, mas alertou que uma nova ação militar poderá ser necessária para eliminar o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo Irã.
As falas ocorrem um dia após o chefe do Estado-Maior das IDF (Forças de Defesa de Israel), Eyal Zamir, declarar que o país está pronto para retomar os combates “se necessário”, da Cisjordânia até Teerã.
Segundo Zamir, Israel mantém “estado constante de prontidão” para operações ofensivas e defensivas em diferentes frentes, inclusive em Beirute.
O Líbano exigirá que Israel interrompa o combate em reunião presencial entre enviados dos dois países em Washington nesta quinta-feira, segundo uma autoridade libanesa à Reuters.
O encontro será o terceiro desde a retomada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah em 2 de março, apesar de uma trégua apoiada pelos EUA.
O endurecimento do discurso israelense coincide com a aproximação entre EUA e China sobre o tema iraniano.
Mais cedo, a Casa Branca informou que o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram que o Irã “jamais poderá ter uma arma nuclear”.
O comunicado também destacou consenso sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto para garantir o fluxo global de energia.
Após o encontro entre Trump e Xi em Pequim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os dois países encontraram “um terreno em comum” em relação ao Irã e disse que Pequim reiterou oposição à militarização de Ormuz e ao desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.
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