Publicado por: Marcelo José de Sá Diretor-Presidente e Editor-Geral do Site do Jornal Espaço
França, Bélgica e Albânia registram manifestações violentas neste domingo; na África, a Tunísia também tem atos

Albânia enfrenta protestos violentos, com bombas, fogo e quebra-quebra; premiê se recusa a sair. Foto: Florion Goga/Reuters – 17.10.2026
Pelo menos três países europeus enfrentam protestos violentos neste sábado (17) contra os governantes. Há conflitos entre manifestantes e a polícia na França, na Bélgica e na Albânia. Também há registro de atos na Tunísia, no norte da África.
Na França, estudantes, professores e a sociedade civil organizaram manifestações contra o aumento do custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis. Encabeçados pelos “Coletes Amarelos”, os atos também reivindicam melhores condições para as escolas do país.

Aposentados, pensionistas, sindicatos de trabalhadores e funcionários públicos apoiam os atos em Paris e em outras cidades francesas.
Na Bélgica, os protestos também são encabeçados por estudantes, que se queixam do aumento dos custos da educação, salas de aula lotadas e reformas que poderão dificultar o acesso às universidades.

França: estudantes mascarados invadiram monumentos públicos e enfrentaram a polícia. Foto: Stephanie Lecocq/Reuters – 17.10.2026
Também houve confronto, com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, entre manifestantes e a polícia.

Albânia
Em Tirana, capital do país, a população foi às ruas para atos contra o primeiro-ministro, Edi Rama, que está há vários anos no poder e perdeu a conexão com as ruas.
Os protestos são puxados por estudantes, frustrados com a falta de perspectiva de futuro no país, seja na economia, na política e no fim das oligarquias.
Milhares de manifestantes quebraram janelas e enfrentaram a polícia, que respondeu com canhões d’água e bombas de gás lacrimogêneo.
Os atos pedem a renúncia do primeiro-ministro, que disse estar disposto a discutir o custo de vida no país, mas rejeitou a ideia de sair do poder.
Na Tunísia, no norte da África, manifestantes foram às ruas neste sábado (17) para cobrar a restauração da democracia e denunciar restrições de liberdades individuais.
Sob pressão, o presidente Kais Saied enfrenta uma profunda crise econômica e política.
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